
Meu caro Graciliano Ramos,
Acabei de ler o seu livro, Vidas Secas, e não posso me sentir mais arrependido. O arrependimento de não tê-lo lido antes!
Acredito agora que, Fabiano e sua família, é o retrato do povo miserável que povoa o mundo provinciano do Brasil. Toda a atmosfera de impassividade e opressão que circunda-os, é tão desesperador, quente, frustrante, e ao mesmo tempo triste.
Fabiano carrega sua família sempre para um "novo recomeço", como andarilhos, em busca de uma libertação, pois é escravo tanto da sociedade quanto de sua própria mente. Parece que o sertanejo trabalha de vaqueiro onde pode se instalar, em um cidade no interior árido da Caatinga ele chega com a sua família, invadindo uma casa abandonada de algum senhor pomposo. Acaba por trabalhar para o dono da terra.
Fabiano é um sujeito de poucas palavras, iletrado, tacanho e esdrúxulo. Mesmo assim, não é ríspido, é sempre dobrado pelas outras pessoas, não possui meios de argumentação, principalmente por não ter um imaginário amplo. Em qualquer ambiente, Fabiano sofre uma opressão, do senhor da terra pouco recebe e sempre deve dinheiro dos juros, da polícia corrupta é enxotado e trapaceado, dos habitantes da cidade é ridicularizado. Porém, Fabiano não se dobra, pelo menos, da sua perspectiva de que em algum lugar haverá um futuro melhor para seus dois filhos, um lugar que pode envelhecer ele mais Vitória.
Da Baleia não quero falar.
Meu caro Graciliano Ramos,
Acabei de ler o seu livro, Vidas Secas, e não posso me sentir mais arrependido. O arrependimento de não tê-lo lido antes!
Acredito agora que, Fabiano e sua família, é o retrato do povo miserável que povoa o mundo provinciano do Brasil. Toda a atmosfera de impassividade e opressão que circunda-os, é tão desesperador, quente, frustrante, e ao mesmo tempo triste.
Fabiano carrega sua família sempre para um "novo recomeço", como andarilhos, em busca de uma libertação, pois é escravo tanto da sociedade quanto de sua própria mente. Parece que o sertanejo trabalha de vaqueiro onde pode se instalar, em um cidade no interior árido da Caatinga ele chega com a sua família, invadindo uma casa abandonada de algum senhor pomposo. Acaba por trabalhar para o dono da terra.
Fabiano é um sujeito de poucas palavras, iletrado, tacanho e esdrúxulo. Mesmo assim, não é ríspido, é sempre dobrado pelas outras pessoas, não possui meios de argumentação, principalmente por não ter um imaginário amplo. Em qualquer ambiente, Fabiano sofre uma opressão, do senhor da terra pouco recebe e sempre deve dinheiro dos juros, da polícia corrupta é enxotado e trapaceado, dos habitantes da cidade é ridicularizado. Porém, Fabiano não se dobra, pelo menos, da sua perspectiva de que em algum lugar haverá um futuro melhor para seus dois filhos, um lugar que pode envelhecer ele mais Vitória.
Da Baleia não quero falar.

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