Não foi o que estava à espera... Esperava algo muito mais intrigante, uma narrativa de me tirar o fôlego e me inspirar a ler sem parar. Não me senti a cem porcento cativada pelo plot que me foi apresentado, embora reconheça que tenha sido um bom começo. Talvez, por já ter lido outras obras de mistério e policial, me tenha sentido na corda bamba em relação ao que sentir quanto ao “A rapariga no comboio”. Pareceu-me tudo muito superficial, as personagens poderiam ter sido muito melhor aprofundadas, para além da típica personificação usual e das motivações toscas. Sim, toscas. Não pela sua existência, mas pelo seu tratamento. De qualquer das maneiras, ainda tenho muit que refletir. Provavelmente, no leito da minha calma, consiga extrair um pouco mais das minhas sensações!
Estou pasma com esta história... Terei muito que refletir acerca dela, mas porquanto, uma pequena nota: é impressionante o facto de que quando mais precisamos de alguém, nunca há quem se mostre a cem por cento disponível para nós, não obstante todos os nossos esforços para os ver bem e felizes.... A vida consegue ser muito injusta!;
THEBIBLIOPHILECLUB - ABRIL (1/2) // A metade do livro tinha, como soluções, apenas três possíveis opções e uma delas estava correta. No entanto, o facto de ter duvidado de mim mesma, pela capacidade dos autores de manipularem, foi uma das razões que me levou a gostar imenso desta leitura. De capítulos curtos, rapidamente nos deixamos envolver pelas palavras de Tandy, cuja história é muito mais profunda e interessante do que ela dá a entender. Em suma, é um bom livro para desanuviar e, paradoxalmente, nos dar uma dor de cabeça! :D
A minha avaliação recai, somente, na quantidade de páginas que explorei, no período em que tive o livro em mãos. Não foi assim tão mau, mas do que tive a oportunidade de ler, aprendi imenso e seria um tanto desvantajoso avaliá-lo como um todo. Tenciono, eventualmente, reler o que li e dar continuidade, na esperança de me deixar surpreender. Um livro didático, simples e acessível, capaz de suscitar a curiosidade daqueles que tanto estão dentro, quanto fora, da área do urbanismo! Recomendo!
TheBibliophileClub - MARÇO // Regressar aos braços daquelas que foram as sagas que nos viram crescer é sempre bom, no entanto, é de olhar amadurecido que nos apercebemos que, embora nos possamos refugiar, há algo em nós que mudou e isso é ótimo de se classificar como descoberta! “Quatro” permaneceu quedo na estante, exatamente por quatro anos, mas foi num dos momentos de maior aperto e desorientação, que foi capaz de me agarrar pelo braço e puxar para cima. Não foi uma leitura planeada, e talvez por isso é que tenha feito tanta diferença!
TheBibliophileClub - JANEIRO
É comum encararmos a sombra como um baú das coisas misteriosas, onde tudo pode acontecer e se desenrolar, receando até a sua existência. No entanto, só nos é possível visualizar a luz exatamente pelo seu oposto, que também merece créditos. E é tendo isso como base que Tanizaki escreve este pequeno ensaio, esvoaçando pelas mais diversas considerações e pensamentos, cosendo-as num tom de conversação bastante amigável. Um livro curto, mas que vale por tantos mais! ~mais por desenvolver~
📚 (1/24) 3.5/5 ✨ O primeiro livro de 2019 🎉 Em nada tem a ver com o tema mensal do #TheBibliophileClub, mas finalmente, poderei lançar-me ao desafio e ver que frutos colherei, no final de Janeiro! 🤗
“A Noite do Oráculo”, de Paul Auster, há muito que jazia na minha estante - para não falar que ele não era meu, inicialmente 🤓 -. Quando o decidi ler, não estava à espera de encontrar uma história tão leve e um tanto fascinante, ao ponto de me ter dado fôlego para pensar nela, mesmo quando não a lia por dias! Se não for este o real impacto dos livros que lêem, de que estão à espera? 💫
Que livro!!!!!!! Uma compilação de contos que se vai demonstrando mais e mais sombria, com recortes de uma sinuosa perspicácia no que toca a plantar o terror ou o espanto no nosso íntimo!
Embora também sirva para uma leitura pausada, é de igual modo uma obra que se consome num ápice. Chega até a ser aconchegante de tão aterrorizante!! Recomendo!!
Ainda estou a tentar digerir a informação! A escrita de Agatha Christie é tão bem trabalhada, que nos enrolamos no impulso de ter tudo lido de uma vez só, não ficando com tempo quase nenhum para processarmos a história (na verdade, até que o fazemos e só me apercebemos bem depois!!!)
Brevemente, falarei dele pelo blogue (‘IMPERIUM BLOG'). Fiquem atentos!
Não sei se pela falta de tempo, ou pelo ritmo que este volume tem, mas levei mais dias do que estava à espera para concluir a leitura. No entanto, quando a trama assumiu um ritmo alucinante, foi muito mais fácil percorrer as suas linhas e viver a emoção na pele das personagens. Como sempre, a Bishop não desilude!
Interpreto todo este livro como uma espécie de diário produzido a altas horas da madrugada, um método viável para quem aparenta sofrer de insónias e queria partilhar o que lhe percorria a alma. De modo a compreender cada capítulo, é necessário estarmos aptos para os ler, querendo apenas dizer que cada palavra se afigurará um enigma se não estivermos no “mood” para as interpretar. Uma obra bonita, poética, por vezes trapaceira, mas ainda assim... Um livro que nos torna mais introspectivos!
Visto que não dedicarei espaço a este livro no blogue, embora merecesse um lugar de destaque, “O crime no expresso do oriente” foi o segundo livro de Agatha Christie que eu tive a oportunidade de ler, recentemente.
Ao contrário da minha primeira experiência, e talvez devido a isso, não me deparei com dificuldades em adentrar na trama, apesar de toda ela seguir aquela que me parece a fórmula da autora: capítulos curtos, factos contidos, história inicial de ritmo lento e, após as alternâncias de ideias, um ritmo mais alucinante, mais para o final da história. Não que isso funcione como um empurrão de todos os factos para o final, tornando tudo mais aliciante, mas sim como um método de nos tornar completos viciados na obra que nos é apresentado.
Não sei discernir se se tratou de pura preguiça lógica, se de uma extrema ansiedade de mãos dadas com a curiosidade, ou mesmo tudo isto junto e o talento de Agatha, mas a verdade é que me senti extremamente encurralada pelo desnorte, sem saber o que pensar, ou de como fazê-lo.
“Um crime no expresso do oriente” é um livro que nos deixa abananados, confusos, intrigados e todos os adjetivos relacionados com o quão absurdo é já não nos reconhecermos como seres de uma dedução lógica fascinante.
Aconselho mesmo MUITO a sua leitura, principalmente se estiverem num período das vossas vidas em que necessitam de uma companhia rápida, bem construída e, de certa maneira, um gatilho para os nossos pensamentos mais profundos!
São, na verdade, três estrelas e quarenta porque, e meia seria praticamente afirmar que chegariam às quatro estrelas. Foi uma leitura agradável, não há como negar, e embora exista muita coisa que poderia ser melhorada - em termos de tudo e mais alguma coisa-, são assuntos a debater pelo blogue, onde poderão encontrar, muito brevemente, uma review mais completa!
Jamais me cruzaria pela cabeça que eu viesse a gostar tanto desta leitura como gostei. Foi deveras encantador conhecer a escrita da Rosa Lobato de Faria e a maneira como ela torna as personagens tão familiares e vivas! Apesar de ser um livro acerca da história de uma família, é exatamente acerca dela que queremos saber o desfecho, as felicidades, as angústias e os momentos de glória, para mais que nos afeiçoamos de maneira absurda a cada uma delas, até mesmo à pior de todas! Foi como viajar por um lugar sereno, ladeado de vegetação e iluminado por aquele sol de inverno que quando nos acaricia, faz maravilhas!
Aconselho bastante! <3
Assim de uma forma bem resumida e que não
levará muito tempo da vossa vida a ler esta breve opinião, tendo em conta que me alongarei pelo blogue, é o seguinte: estou bem longe de terminar o meu curso, mas este livro inspirou-me não só pela vertente profissional, mas também para que mexa o corpo e trabalhe pelos meus objetivos. Tive duas epifanias graças a esta leitura, e não há nada melhor do que poder agradecer à Catarina pelo empenho em nos trazer material de qualidade e que certamente ajudará imensas pessoas pelo país fora! Há muito mais a dizer, mas não será por agora!
3,5\5☆
Foi rápido, intenso, um relato digno de um fim-de-semana, tal como se passa com a trama. Não que tenha sido um livro que me tenha ensinado grandes coisas, contudo, existem passagens que nos fazem cogitar por uns momentos. O autor funde as palavras de forma fluída, bonita até, e embora não se tenha aprofundado em relação às personagens, a maneira como construiu esta pequena obra, foi o suficiente para percebermos as motivações de todas elas.
De leitura super rápida, descomplicada, o livro perfeito caso o nosso desejo seja o de nos enrroscarmos, descontrair de uma outra leitura mais pesada, e nos prepararmos para tantas mais!