Algumas das coisas que me fazem dar 3 estrelas, e não mais, a este livro
- Ainda que ele seja narrado na terceira pessoa do singular, a voz das personagens deveria ser diferente para cada uma delas. A narrativa de uma criança ser a mesma que a de um adulto não faz sentido.
- O livro carateriza-se demasiado pela inserção das divagações e opiniões da escritora. Nunca parecem vir das personagens mas sim da Rita da Nova Termino o livro a sentir que não conheço nenhum das personagens.
- A Helena lida na perspetiva do Pedro, Glória ou Eduardo não é, de todo, a Helena do POV da própria. E não é uma questão de multi-facetas, é uma questão de incongruência. Se a intenção era mostrar que uma pessoa pode ser muitas coisas em simultâneo, a escrita não foi bem sucedida.
- A reiteração de sentimentos, ideias etc.
- Apesar de, no geral, gostar da escrita e achá-la com potencial, por vezes, ela alonga-se demasiado com as suas divagações constantes.
- O livro não traz nada de novo - nem na histórica, nem na forma como ela é contada, nem nas personagens.
- Por abordar o tema de abandono e família, esperava sentir, pelo menos, uma réstia de emoção mas a escrita - pelos motivos já mencionados acima - peca nesse sentido, na minha opinião.
Ainda que tenha oferecido somente críticas, acho mesmo que a escritora tem potencial para mais e por isso manterei os seus próximos lançamento debaixo de olho.