

Nossa, esse livro mexeu com algo profundo dentro de mim. Talvez por me conectar com a minha versão mais nova, por me identificar com a protagonista em alguns níveis profundos e até vergonhosos - vem uma sensação antiga, esquisita, uma sensação de pré adolescência
o interessante é que a trama parece tão distante (pelas especificidades da relação familiar, da relação com o corpo, a situação dela…), mas ao mesmo tempo tão próxima - na medida em que todos passamos por algum nível de angústia, questionamento, reflexão que hoje parece muito remota e até absurda, mas que naquela época (no terreno da infância), simplesmente era e existia. E estávamos lidando com tudo aquilo. Muito do que vem nessa história não parece perfeito, não parece que você vai se identificar, é muito único e singular daquela experiência - mas é por essa vulnerabilidade e, as vezes até humor, que é tão próximo.
Daí que de tempos em tempos eu me lembro disso, de que eu posso morrer a qualquer tempo e tudo acabar, então eu presto muita atenção na minha respiração, puxo o ar bem devagar e fundo, depois seguro um tempo, e observo o ar sair, e se isso está ocorrendo direito e dentro dos meus comandos, é porque a morte não está aqui, se ela estivesse eu puxaria o ar e ele não viria, ou sairia depressa antes que eu mandasse, ou não encheria direito o meu pulmão, ou não subiria até a minha cabeça.
Nossa, esse livro mexeu com algo profundo dentro de mim. Talvez por me conectar com a minha versão mais nova, por me identificar com a protagonista em alguns níveis profundos e até vergonhosos - vem uma sensação antiga, esquisita, uma sensação de pré adolescência
o interessante é que a trama parece tão distante (pelas especificidades da relação familiar, da relação com o corpo, a situação dela…), mas ao mesmo tempo tão próxima - na medida em que todos passamos por algum nível de angústia, questionamento, reflexão que hoje parece muito remota e até absurda, mas que naquela época (no terreno da infância), simplesmente era e existia. E estávamos lidando com tudo aquilo. Muito do que vem nessa história não parece perfeito, não parece que você vai se identificar, é muito único e singular daquela experiência - mas é por essa vulnerabilidade e, as vezes até humor, que é tão próximo.
Daí que de tempos em tempos eu me lembro disso, de que eu posso morrer a qualquer tempo e tudo acabar, então eu presto muita atenção na minha respiração, puxo o ar bem devagar e fundo, depois seguro um tempo, e observo o ar sair, e se isso está ocorrendo direito e dentro dos meus comandos, é porque a morte não está aqui, se ela estivesse eu puxaria o ar e ele não viria, ou sairia depressa antes que eu mandasse, ou não encheria direito o meu pulmão, ou não subiria até a minha cabeça.