

O livro é, de fato, muito bom. Só há duas coisas que eu gostaria que ele tivesse abordado de uma maneira diferente e/ou mais profunda, mas isso de forma alguma tira o mérito do livro porque ele faz o que se propõe a fazer de maneira magnífica.
A primeira coisa é quanto à questão do gene egoísta: achei muito mal tratada. O egoísmo significa que o gene quer desenvolver as melhores estratégias, mas isso a nivel genético. No nível da experiência, se isso significar colaboração, como é o nosso caso, tudo bem. A nomenclatura foi levada ao pé da letra e interpretada de maneira errônea (o que não quer dizer que o mesmo não aconteça em outros lugares também, o que é um problema): o egoísmo do gene não significa egoísmo nosso.
A segunda coisa é que, embora ele encoste nessa questão um pouco mais tarde, ele esquece um pouco da questão da consciência e de como isso pode ir de epifenômeno à causa: embora os instintos de sexo e comida expliquem a evolução dessas estratégias e enquanto elas ainda sejam importantes, os homens se dirigem também por valores. A interação entre esses valores e esses impulsos fisiológicos são importantes, de maneira que sempre vejo a experiência humana reduzida demais quando só se fala de comida e sexo quando temos o comportamento humano. Mas, é como ele disse: o livro é um contraponto. Se exagera, é porque já há muito exagero do outro lado da balança.
O livro é, de fato, muito bom. Só há duas coisas que eu gostaria que ele tivesse abordado de uma maneira diferente e/ou mais profunda, mas isso de forma alguma tira o mérito do livro porque ele faz o que se propõe a fazer de maneira magnífica.
A primeira coisa é quanto à questão do gene egoísta: achei muito mal tratada. O egoísmo significa que o gene quer desenvolver as melhores estratégias, mas isso a nivel genético. No nível da experiência, se isso significar colaboração, como é o nosso caso, tudo bem. A nomenclatura foi levada ao pé da letra e interpretada de maneira errônea (o que não quer dizer que o mesmo não aconteça em outros lugares também, o que é um problema): o egoísmo do gene não significa egoísmo nosso.
A segunda coisa é que, embora ele encoste nessa questão um pouco mais tarde, ele esquece um pouco da questão da consciência e de como isso pode ir de epifenômeno à causa: embora os instintos de sexo e comida expliquem a evolução dessas estratégias e enquanto elas ainda sejam importantes, os homens se dirigem também por valores. A interação entre esses valores e esses impulsos fisiológicos são importantes, de maneira que sempre vejo a experiência humana reduzida demais quando só se fala de comida e sexo quando temos o comportamento humano. Mas, é como ele disse: o livro é um contraponto. Se exagera, é porque já há muito exagero do outro lado da balança.