

Quase tão bom quanto A Sombra do Vento, com duas diferenças, uma "neutra", e outra "pra pior": em primeiro lugar, a Sombra do Vento é uma obra com uma aura de misticismo e terror absolutamente encantadora e envolvente, mas quando o véu é levantado e a trama é revelada o que sobra é uma história muito humana e absolutamente poderosa. Em O Jogo do Anjo, Zafón não desfez o nó do além com um puxão lógico, e o que me incomoda é que o sobrenatural foi mantido em uma obra que faz parte do _mesmo_ universo (da mesma trilogia) que A Sombra do Vento. Isso me incomoda um pouco, mas não muito. Em segundo lugar, terminei o livro sem conseguir entender ao certo quem era Diego Marlasca, o que diabos foi que ele realmente fez, e o que todos aqueles personagens secundários significaram para a trama, em termos de passado. Não entendi bulhufas mesmo, e não encontrei um resuminho sequer na internet que me pôde ajudar, então deixei por isso mesmo. As coisas que balançam a favor da obra, fazendo com que eu a favorite apesar do detalhe negativo, são: a amizade de Martin e Isabella; a suavidade absolutamente genial investida em Andreas Corelli (especialmente no final, que foi simplesmente incrível, sem o qual o personagem teria acabado de forma bastante amarga e tosca), e os momentos de doce e estupendo realismo de emoções, palavras e olhares que a obra proporciona aqui e ali: o "hoje não" de Cristina, os debates e confissões de Vidal, o "os senhores vão à merda" de Martin, e por aí vai --- sem falar das cinematográficas cenas de ação que são de tirar o fôlego sem tirar o brilho característico do estilo narrativo de Zafón.
Quase tão bom quanto A Sombra do Vento, com duas diferenças, uma "neutra", e outra "pra pior": em primeiro lugar, a Sombra do Vento é uma obra com uma aura de misticismo e terror absolutamente encantadora e envolvente, mas quando o véu é levantado e a trama é revelada o que sobra é uma história muito humana e absolutamente poderosa. Em O Jogo do Anjo, Zafón não desfez o nó do além com um puxão lógico, e o que me incomoda é que o sobrenatural foi mantido em uma obra que faz parte do _mesmo_ universo (da mesma trilogia) que A Sombra do Vento. Isso me incomoda um pouco, mas não muito. Em segundo lugar, terminei o livro sem conseguir entender ao certo quem era Diego Marlasca, o que diabos foi que ele realmente fez, e o que todos aqueles personagens secundários significaram para a trama, em termos de passado. Não entendi bulhufas mesmo, e não encontrei um resuminho sequer na internet que me pôde ajudar, então deixei por isso mesmo. As coisas que balançam a favor da obra, fazendo com que eu a favorite apesar do detalhe negativo, são: a amizade de Martin e Isabella; a suavidade absolutamente genial investida em Andreas Corelli (especialmente no final, que foi simplesmente incrível, sem o qual o personagem teria acabado de forma bastante amarga e tosca), e os momentos de doce e estupendo realismo de emoções, palavras e olhares que a obra proporciona aqui e ali: o "hoje não" de Cristina, os debates e confissões de Vidal, o "os senhores vão à merda" de Martin, e por aí vai --- sem falar das cinematográficas cenas de ação que são de tirar o fôlego sem tirar o brilho característico do estilo narrativo de Zafón.