

É muito, muito bom, mas na minha opinião não merece um 5 porque ficou meio desequilibrado; 80% do livro é ele com aquela relação (vamos chamá-la "ruim") em relação ao filho, ou pelo menos é só esse o lado da relação que enxergamos. Nos outros 20% ele do nada (ou melhor, não do nada, mas a partir do episódio de desaparecimento dele) vira um pai "menos ruim", digamos assim. Não pra dizer que a transição não foi sutil; só que parece que faltou mais desenvolvimento pra essa transformação. Além disso, como vemos a vida do pai a partir de uma ótica muito totalizante - tudo, absolutamente tudo passa pelo filtro da relação dele com o filho - ficamos com um ponto de vista muito torto e incompleto da vida dele. Por exemplo, depois de um certo tempo a mulher desaparece completamente do quadro. Ficamos na dúvida: ele ainda a ama? Sequer a considera? Ou eles se separaram em algum momento no tempo e o autor não se dignou a mencionar? Enfim, isso deixa o livro meio sobrecarregado, até uma pontinha de cansativo (quem não rolou os olhos uma vezinha com a repetição de "kitsch"? Pelamor).
É muito, muito bom, mas na minha opinião não merece um 5 porque ficou meio desequilibrado; 80% do livro é ele com aquela relação (vamos chamá-la "ruim") em relação ao filho, ou pelo menos é só esse o lado da relação que enxergamos. Nos outros 20% ele do nada (ou melhor, não do nada, mas a partir do episódio de desaparecimento dele) vira um pai "menos ruim", digamos assim. Não pra dizer que a transição não foi sutil; só que parece que faltou mais desenvolvimento pra essa transformação. Além disso, como vemos a vida do pai a partir de uma ótica muito totalizante - tudo, absolutamente tudo passa pelo filtro da relação dele com o filho - ficamos com um ponto de vista muito torto e incompleto da vida dele. Por exemplo, depois de um certo tempo a mulher desaparece completamente do quadro. Ficamos na dúvida: ele ainda a ama? Sequer a considera? Ou eles se separaram em algum momento no tempo e o autor não se dignou a mencionar? Enfim, isso deixa o livro meio sobrecarregado, até uma pontinha de cansativo (quem não rolou os olhos uma vezinha com a repetição de "kitsch"? Pelamor).