

Tentei dar uma chance pra esse livro, mas não dá. Muito repetitivo, acaba sendo uma embromação teórica sem objetividade. Só até a página 6 você já lê tudo que há pra ser lido nesse livro; o resto é uma repetição ad nauseam. Ou, se não quiser ler três ou quatro páginas, isso aqui resume bem o espírito do livro:
""Não estamos elaborando uma teoria sobre o pós-moderno. Nada há a fazer senão realizar descrições e algumas interpretações. A base das descrições é frágil e das interpretações mais frágil ainda."" (p. 64)
Não, não é fragilidade. É chatice mesmo.
Claro que há algumas partes interessantes. Por exemplo:
""O mito não é o monopólio dos povos ditos primitivos. [...] Sempre que a imaginação comanda a nossa vida, idealizando os papéis que desempenhamos e traçando os destinos possíveis tanto individuais como coletivos, estamos a viver num mundo mítico.""
E tenho certeza que teria encontrado mais caso continuasse a leitura. Mas, na minha avaliação, não valeu a pena.
Mas é mais do que isso ainda... Vai além de um estilo duro e de um conteúdo repetitivo. É que com tanta lenga lenga você começa a cair no sono... Aquilo vai virando um mantra... E aí você começa a pensar mais criticamente porque parece que está sofrendo uma lavagem cerebral. E quando você olha, o estilo parece uma escolha pobre: quando você lembra de Derrida (e que era acadêmico, ainda por cima), percebe que o autor está tratando do pós-moderno... Numa prosa moderna! Analítica, descritiva, organizada. O resultado só podia ser um ingresso para um labirinto do qual não se consegue sair (O ser é um não-ser, mas... Não sei explicar muito bem isso, galera, foi mal). Isso aparece também em Derrida, mas a forma como ele abraça a contradição protege seu navio teórico da tempestade e faz com que ele consiga navegar e explorar essa região sem leis da física sem naufragar - e ainda trazendo do poço escuro de um mundo novo, em que a filosofia tropeça e se traumatiza, muitas coisas interessantes, inclusive críticas e soluções para problemas arrastados do âmbito do moderno. Este autor não - tentando remar com o mesmo arsenal marítimo nessas águas, não dá pra chegar a lugares muito excitantes.
E, lembrando ainda da (boa) memória recente dos escritos de David Graeber, todo esse papo de ""antes era tudo sólido e nós somos pós-modernos, os fragmentados"" começa a necessitar de uma certa intervenção de calma e análise refreada.
Tentei dar uma chance pra esse livro, mas não dá. Muito repetitivo, acaba sendo uma embromação teórica sem objetividade. Só até a página 6 você já lê tudo que há pra ser lido nesse livro; o resto é uma repetição ad nauseam. Ou, se não quiser ler três ou quatro páginas, isso aqui resume bem o espírito do livro:
""Não estamos elaborando uma teoria sobre o pós-moderno. Nada há a fazer senão realizar descrições e algumas interpretações. A base das descrições é frágil e das interpretações mais frágil ainda."" (p. 64)
Não, não é fragilidade. É chatice mesmo.
Claro que há algumas partes interessantes. Por exemplo:
""O mito não é o monopólio dos povos ditos primitivos. [...] Sempre que a imaginação comanda a nossa vida, idealizando os papéis que desempenhamos e traçando os destinos possíveis tanto individuais como coletivos, estamos a viver num mundo mítico.""
E tenho certeza que teria encontrado mais caso continuasse a leitura. Mas, na minha avaliação, não valeu a pena.
Mas é mais do que isso ainda... Vai além de um estilo duro e de um conteúdo repetitivo. É que com tanta lenga lenga você começa a cair no sono... Aquilo vai virando um mantra... E aí você começa a pensar mais criticamente porque parece que está sofrendo uma lavagem cerebral. E quando você olha, o estilo parece uma escolha pobre: quando você lembra de Derrida (e que era acadêmico, ainda por cima), percebe que o autor está tratando do pós-moderno... Numa prosa moderna! Analítica, descritiva, organizada. O resultado só podia ser um ingresso para um labirinto do qual não se consegue sair (O ser é um não-ser, mas... Não sei explicar muito bem isso, galera, foi mal). Isso aparece também em Derrida, mas a forma como ele abraça a contradição protege seu navio teórico da tempestade e faz com que ele consiga navegar e explorar essa região sem leis da física sem naufragar - e ainda trazendo do poço escuro de um mundo novo, em que a filosofia tropeça e se traumatiza, muitas coisas interessantes, inclusive críticas e soluções para problemas arrastados do âmbito do moderno. Este autor não - tentando remar com o mesmo arsenal marítimo nessas águas, não dá pra chegar a lugares muito excitantes.
E, lembrando ainda da (boa) memória recente dos escritos de David Graeber, todo esse papo de ""antes era tudo sólido e nós somos pós-modernos, os fragmentados"" começa a necessitar de uma certa intervenção de calma e análise refreada.