

Added to listGanhei de presentewith 59 books.

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"O Símbolo Perdido é, como outro crítico já o descrevera, um ""page-turner"". O fato de que o protagonista e outros personagens vão descrevendo símbolos, curiosidades históricas de Washington e de vários outros lugares, etc apela bastante para minha curiosidade, mas apela para todos um enredo bem construído com, como de prache, boas e verdadeiramente inesperadas reviravoltas (daquelas que, quando você descobre, acha que tá na cara, e que foi burro; qualquer um veria, mas você não viu. Espero que não seja o caso, e as surpresas tenham sido surpresas também para outros... =P).
Contudo, o enredo não se transformou em uma boa narrativa: fluída; densa, mas leve; gostosa de ler. Talvez gostosa até fosse, mas me parece muito jogada, muito mal cuidada. Foi um enredo OK, apenas tão bom quanto os outros de Dan Brown, mas certamente foi o livro mais mal escrito dele.
O outro aspecto em que se faz ruim não é nem algo tão relevante, mas que particularmente me irrita: a falta de uma distinção precisa entre o fato e a ficção (o que é bom, apesar das consequências em certos livros, como neste) acaba tornando meio perigosos os resultados da leitura dele entre pessoas menos desconfiadas. Pesquisas mostram que grupos de reza funcionam? Pensamentos ""bons"" podem formar cristais simétricos, mas pensamentos de ""ódio"" causam o Caos, assim sendo que atributos como o amor e a benevolência sejam propriedades de um elétron? Essas e algumas outras baboseiras pseudocientíficas escondem-se ali sob terreno lodoso...
Acredito que, se você tirar essas partes duvidosas dali e ainda sobrar muito de verdade sobre os Antigos Mistérios se referirem ao poder da mente de adquirir poderes ""sobre-humanos"", eu acredito que, novamente, assim como as próprias ""escrituras"" dos antigos mistérios, isso é um símbolo. Não se trata de voar, ser super-rápido, ter inteligência ou força superiores, curar pessoas, nem de ler mentes ou manipulá-las. Trata-se de construir aviões, trens e espaçonaves, estudar e se concentrar, aprender a controlar o corpo através de artes marciais, praticar e melhorar a medicina, entender a psicologia humana e mesmo sua linguagem corporal e também as artes da retórica... É um símbolo para nossas capacidades de nos tornarmos pessoas melhores e mais poderosas, mas isso não tem nada a ver com misticismo. Tem a ver com tudo o que temos visto até hoje que é factível. A resposta pode ter sido codificada até mesmo no próprio livro, quando Langdon conclui: ""Nossos ancestrais teriam nos considerado deuses"" (ou algo similar, de mesmo sentido). Acho que essa é a chave final para o livro --- que pode ou não estar lá, como um último símbolo a ser descoberto... Mas não quero atribuir essas especulações a intenções do autor. Se houvesse um 3,5, eu daria; como não há, o livro fica só como ""bom"" --- Um bom que ainda vale a pena ser lido, em toda sua glória gigântica de quase 500 páginas, que passam inacreditavelmente rápido."
"O Símbolo Perdido é, como outro crítico já o descrevera, um ""page-turner"". O fato de que o protagonista e outros personagens vão descrevendo símbolos, curiosidades históricas de Washington e de vários outros lugares, etc apela bastante para minha curiosidade, mas apela para todos um enredo bem construído com, como de prache, boas e verdadeiramente inesperadas reviravoltas (daquelas que, quando você descobre, acha que tá na cara, e que foi burro; qualquer um veria, mas você não viu. Espero que não seja o caso, e as surpresas tenham sido surpresas também para outros... =P).
Contudo, o enredo não se transformou em uma boa narrativa: fluída; densa, mas leve; gostosa de ler. Talvez gostosa até fosse, mas me parece muito jogada, muito mal cuidada. Foi um enredo OK, apenas tão bom quanto os outros de Dan Brown, mas certamente foi o livro mais mal escrito dele.
O outro aspecto em que se faz ruim não é nem algo tão relevante, mas que particularmente me irrita: a falta de uma distinção precisa entre o fato e a ficção (o que é bom, apesar das consequências em certos livros, como neste) acaba tornando meio perigosos os resultados da leitura dele entre pessoas menos desconfiadas. Pesquisas mostram que grupos de reza funcionam? Pensamentos ""bons"" podem formar cristais simétricos, mas pensamentos de ""ódio"" causam o Caos, assim sendo que atributos como o amor e a benevolência sejam propriedades de um elétron? Essas e algumas outras baboseiras pseudocientíficas escondem-se ali sob terreno lodoso...
Acredito que, se você tirar essas partes duvidosas dali e ainda sobrar muito de verdade sobre os Antigos Mistérios se referirem ao poder da mente de adquirir poderes ""sobre-humanos"", eu acredito que, novamente, assim como as próprias ""escrituras"" dos antigos mistérios, isso é um símbolo. Não se trata de voar, ser super-rápido, ter inteligência ou força superiores, curar pessoas, nem de ler mentes ou manipulá-las. Trata-se de construir aviões, trens e espaçonaves, estudar e se concentrar, aprender a controlar o corpo através de artes marciais, praticar e melhorar a medicina, entender a psicologia humana e mesmo sua linguagem corporal e também as artes da retórica... É um símbolo para nossas capacidades de nos tornarmos pessoas melhores e mais poderosas, mas isso não tem nada a ver com misticismo. Tem a ver com tudo o que temos visto até hoje que é factível. A resposta pode ter sido codificada até mesmo no próprio livro, quando Langdon conclui: ""Nossos ancestrais teriam nos considerado deuses"" (ou algo similar, de mesmo sentido). Acho que essa é a chave final para o livro --- que pode ou não estar lá, como um último símbolo a ser descoberto... Mas não quero atribuir essas especulações a intenções do autor. Se houvesse um 3,5, eu daria; como não há, o livro fica só como ""bom"" --- Um bom que ainda vale a pena ser lido, em toda sua glória gigântica de quase 500 páginas, que passam inacreditavelmente rápido."

Added to listUFSCwith 61 books.

Added to listLivros que produziwith 8 books.

Added to listAnarquismowith 28 books.