

O livro não passa de bom por causa do seu constante contraste de decepções e ótimos momentos. Depois de lê-lo, o feeling geral é apenas um ""bom".
O conto de Meg Cabot é um lixo; um folhetim chato, clichê, tosco, que me lembra a Heloísa Perissé em suas piores performances. O de Kim Harrison é interessante, mas receio que um universo grande demais tenha sido criado para terminar de maneira tão inconclusiva. Como se toda a expectativa da trama tivesse se deslocado para um momento muito à frente na narrativa --- um momento ao qual ela nunca chegará porque acabou muito antes.
O conto de Stephenie Meyer fica no meio; não chega a ser ruim, mas algumas das características que fazer de Crepúsculo uma coisa cansativa e chata também fazem desse conto uma coisa meio irritante de ler --- mas ela, contudo, escreve de um jeito relativamente fluido e agradável, na maior parte do tempo.
Os contos de Michelle Jaffe, com seu final impecável e desenvolvimento inteligente e envolvente, e de Lauren Myracle, com uma história tão bem escrita, e de simplicidade arrebatadora, salvam o livro da desgraça e compõem a parte altamente recomendável desta leitura.
O livro não passa de bom por causa do seu constante contraste de decepções e ótimos momentos. Depois de lê-lo, o feeling geral é apenas um ""bom".
O conto de Meg Cabot é um lixo; um folhetim chato, clichê, tosco, que me lembra a Heloísa Perissé em suas piores performances. O de Kim Harrison é interessante, mas receio que um universo grande demais tenha sido criado para terminar de maneira tão inconclusiva. Como se toda a expectativa da trama tivesse se deslocado para um momento muito à frente na narrativa --- um momento ao qual ela nunca chegará porque acabou muito antes.
O conto de Stephenie Meyer fica no meio; não chega a ser ruim, mas algumas das características que fazer de Crepúsculo uma coisa cansativa e chata também fazem desse conto uma coisa meio irritante de ler --- mas ela, contudo, escreve de um jeito relativamente fluido e agradável, na maior parte do tempo.
Os contos de Michelle Jaffe, com seu final impecável e desenvolvimento inteligente e envolvente, e de Lauren Myracle, com uma história tão bem escrita, e de simplicidade arrebatadora, salvam o livro da desgraça e compõem a parte altamente recomendável desta leitura.

Absurdamente incrível. Um livro muito bem escrito, numa linguagem extensa e complexa, mas nem por isso deixa de colar à mente com clareza e sutileza, abrindo-a a talhadas para cada vez mais nos deixar apaixonados pela trama, que se desenrola numa marcha emoldurada por um excelentemente esculpido cenário pós-guerra, e sem fôlego pelos acontecimentos mais pontuais e marcantes. Os acontecimentos criam imagens vívidas e, como quase todo o resto do livro, sombrias em nossa mente, e a trama nos adoça com o nervosismo de querer vê-la logo explicada, aberta, destrinchada. A estrutura do livro, ao mesmo tempo que esquisita, é bem arquitetada e só nos faz querer ler mais e mais. Um livro genial.
Absurdamente incrível. Um livro muito bem escrito, numa linguagem extensa e complexa, mas nem por isso deixa de colar à mente com clareza e sutileza, abrindo-a a talhadas para cada vez mais nos deixar apaixonados pela trama, que se desenrola numa marcha emoldurada por um excelentemente esculpido cenário pós-guerra, e sem fôlego pelos acontecimentos mais pontuais e marcantes. Os acontecimentos criam imagens vívidas e, como quase todo o resto do livro, sombrias em nossa mente, e a trama nos adoça com o nervosismo de querer vê-la logo explicada, aberta, destrinchada. A estrutura do livro, ao mesmo tempo que esquisita, é bem arquitetada e só nos faz querer ler mais e mais. Um livro genial.

O livro é interessante, muito informativo e, talvez por isso mesmo, um pouco confuso. Ele começa de uma forma muito boa mas, à medida em que vai progredindo, acaba por explicar de maneira muito rápida uma avalanche de informações que deixa a coisa toda um pouco difícil de compreender facilmente. Ele volta a ficar mais atraente pro final, com um estilo um pouco mais calmo e mais bem organizado. É muito bom, mas não é ótimo como poderia ser com um pouco mais de texto e calma para discorrer sobre os assuntos de forma mais completa e sólida.
O livro é interessante, muito informativo e, talvez por isso mesmo, um pouco confuso. Ele começa de uma forma muito boa mas, à medida em que vai progredindo, acaba por explicar de maneira muito rápida uma avalanche de informações que deixa a coisa toda um pouco difícil de compreender facilmente. Ele volta a ficar mais atraente pro final, com um estilo um pouco mais calmo e mais bem organizado. É muito bom, mas não é ótimo como poderia ser com um pouco mais de texto e calma para discorrer sobre os assuntos de forma mais completa e sólida.

"O livro começa --- não sei exatamente por que --- um pouco parado e, ouso dizer, chato, embora pondo em perspectiva a história do homem daltônico é realmente muito boa...
Talvez, em vista da sinopse, eu esperava algo a mais. Bom, na verdade, eu não sabia o que esperar, mas as frases interessantes da sinopse me fizeram esperar por algo incrível. E o prefácio também. Mas, no final das contas, foi realmente incrível. Só demorou pra eu entender a essência de incrível que ele é.
Essas histórias sobre a vida que algumas pessoas levam e o modo como reagem depois de acidentes ou tendo condições que não as permitem uma vida como as outras são realmente interessantes, e muitas delas, embora não sei exatamente até onde essa comparação é lícita, me fizeram lembrar da Jornada do Herói, e dos desafios que foram, na verdade, impostos a essas pessoas (e não desejados) e o tipo de batalha que tem que travar, e como então regressam delas mais fortes, ungidos no sangue do dragão derrotado, vitoriosos sobre suas condições e dignos de... Dignidade e glória.
Mas o mais interessante foi acompanhar o gosto de real dessas histórias --- porque são reais --- e entender universos diferentes. Além disso, são tão reais que há jornadas do herói incompletas: gente que acaba não completando o ciclo e sucumbe na empreitada. Mas a ideia da coragem permanece..."
"O livro começa --- não sei exatamente por que --- um pouco parado e, ouso dizer, chato, embora pondo em perspectiva a história do homem daltônico é realmente muito boa...
Talvez, em vista da sinopse, eu esperava algo a mais. Bom, na verdade, eu não sabia o que esperar, mas as frases interessantes da sinopse me fizeram esperar por algo incrível. E o prefácio também. Mas, no final das contas, foi realmente incrível. Só demorou pra eu entender a essência de incrível que ele é.
Essas histórias sobre a vida que algumas pessoas levam e o modo como reagem depois de acidentes ou tendo condições que não as permitem uma vida como as outras são realmente interessantes, e muitas delas, embora não sei exatamente até onde essa comparação é lícita, me fizeram lembrar da Jornada do Herói, e dos desafios que foram, na verdade, impostos a essas pessoas (e não desejados) e o tipo de batalha que tem que travar, e como então regressam delas mais fortes, ungidos no sangue do dragão derrotado, vitoriosos sobre suas condições e dignos de... Dignidade e glória.
Mas o mais interessante foi acompanhar o gosto de real dessas histórias --- porque são reais --- e entender universos diferentes. Além disso, são tão reais que há jornadas do herói incompletas: gente que acaba não completando o ciclo e sucumbe na empreitada. Mas a ideia da coragem permanece..."

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A metáfora é dissecada e utilizada de forma incoerente e confusa, numa mistureba irresponsável de conceitos e paradigmas, enchendo linguiça até não poder mais. O propósito prático do autor pode ser em alguns momentos positivos, mas a forma é extremamente enfadonha, repetitiva e aparvalhada.
A história original é bem simples: quando nos acostumamos a uma situação de inferioridade, podemos demorar até reconhecer que podemos atualizar potências inerentes e sermos mais do que somos no momento. Isso tem uma dimensão individual (embora nesse caso tenha conotações meio arrogantes) mas principalmente social, que é o contexto original da história (Gana colonial), que trata da coragem para fazer lutas sociais contra desigualdes e injustiças. É isso. O resto é uma hipermetaforização absurda.
A metáfora é dissecada e utilizada de forma incoerente e confusa, numa mistureba irresponsável de conceitos e paradigmas, enchendo linguiça até não poder mais. O propósito prático do autor pode ser em alguns momentos positivos, mas a forma é extremamente enfadonha, repetitiva e aparvalhada.
A história original é bem simples: quando nos acostumamos a uma situação de inferioridade, podemos demorar até reconhecer que podemos atualizar potências inerentes e sermos mais do que somos no momento. Isso tem uma dimensão individual (embora nesse caso tenha conotações meio arrogantes) mas principalmente social, que é o contexto original da história (Gana colonial), que trata da coragem para fazer lutas sociais contra desigualdes e injustiças. É isso. O resto é uma hipermetaforização absurda.

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