Eu estava a precisar de uma leitura destas. Estava a precisar do whimsical, do misterioso, do mitológico, do mágico. Precisava de algo com a energia de Juliet Marillier, mas com um espírito de outubro.
Peguem nas histórias de Marillier e coloquem-nas no norte da Europa, troquem o céltico pelo mítico, adicionem uma pitada de lendas populares, de tradição oral, de magia natural, e têm este livro.
18/09
“Quando acabou de se limpar sopesou ao espelho os seios redondos e altivos apesar dos seus dois partos. [...] Escovou o cabelo indio, que lhe dava pelos ombros [...] e enfrentou por fim o espelho com o seu rosto de mãe outonal. A pele sem um rasto de cosméticos tinha a cor e a textura do melaço, e os olhos de topázio eram bonitos, com as suas escuras pálpebras portuguesas.”
Eu pensava que era suposto este autor ser um dos melhores do século XXI? O que é ISTO? Esta é uma das descrições de personagem mais preguiçosas, clichés e desinteressantes que eu já li. Ao nível de uma fanfic escrita por uma garota de 12 anos.
Não gostei das opiniões de alguns autores, mas aprecio o trabalho que o Ricardo Viel colocou neste livro. Invejo a sua capacidade de compreender rapidamente a mensagem que os entrevistados queriam passar, em muitos momentos em que eu própria teria interpretado de forma diferente. Então ele não só fez perguntas interessantes, também ajudou o leitor a compreender as respostas.
Sublinhei imenso, rasurei ainda mais. Acho que é um livro interessante para qualquer aficionado de literatura e pretendente a escritor.
Um dos meus livros favoritos. Juliet Marillier consegue sempre transportar-me para um mundo onde tudo é possível, o mito anda lado a lado com o facto, as lendas são História e há muito mais criaturas do que os olhos vêm.
Inspirada na mitologia Celta e levando-nos ao coração da antiga Irlanda, Marillier uniu o histórico ao fantástico e criou uma das histórias mais maravilhosas, mas também mais angustiantes, que já tive o prazer de ler.
Há algo na escrita dela, nos seus personagens, na força das palavras, que evoca emoções tão fortes quanto as suas histórias. Neste livro, eu não era apenas uma leitora. Eu era a Sorcha, eu vivi esta história como se fosse minha. Eu senti os espinhos da morugem na minha pele, a angústia dos eventos, a saudade e a solidão da Sorcha. Eu vi com os meus próprios olhos a floresta, os cisnes, as paisagens. Eu senti a amizade do padre Brian, da Margery, a bondade do Red e do John. Esta história teve tantos altos quanto baixos, e personagens tão extraordinários quanto ordinários.
✨The kindness method, de Shahroo Izadi
Este livro é um trabalho em construção. A segunda metade do livro é composta maioritariamente por exercícios (os mapas mentais), e a terceira parte do livro que não está escrita - é aquilo que fazemos com ele. Como ainda não concluí todos os exercícios (às evzes é preciso estar no estado emntal certo), e como ainda não terminei a terceira parte (a mais difícil), considero que este livro ainda não está terminado.
Mas sabem que mais? Quero muito terminá-lo.
Há uma diferença exponencia entre um livro de auto ajuda escrito por um guru motivacional priviligiado, e um livro como este. Porque apesar do marketing dar muitas ~vibes~de discurso motivacional, este livro é uma espécie de microterapia. A autora é uma psicóloga especialista em comportameto, nomeadamente em tratamento de adicção/vício. Ela partilha as suas experiiências como terapeuta, usando-se a ela própria como cobaia para os seus métodos, e traz um passo a passo sobre como éque nós, leitores, podemos aplica esses métodos na nossa vida. Os exercícios na segunda parte do livro são aquilo que nos permite aplicar esses conhecimentos.
Honestamente, uma outra vez eu dei pro mim com lágrimas nos olhos, e não por ser um livr triste. Muito pelo contrário. Há coisas que ela nos diz, perguntas que nos faz, que nos fazem avaliar as nossas decisões, o nosso comportamento, e os nossos traumas. E isso pode ser doloroso. Mas também diz coisas que todos nós gostaríamos de ouvir, e por vezes, senti que era a primeira vez que “alguém” me compreendia.
Se eu vou conseguir mudar os meus maus hábitos com este livro? Não sei.
Se valeu a pela lê-lo mesmo assim? Absolutamente.
Este livro dá uma lição muito importante sobre auto compaixão, e só por isso, é das minhas leituras favoritas no género da não-ficção.
Apesar de ter tido alguma dificuldade a ligar-me à protagonista, considero-a uma boa personagem. O mistério é fascinante e os plot twists são ✨ uau ✨. A autora tem uma escrita peculiar, que nem sempre funcionou bem (para mim), mas no geral é um livro bastante interessante. Deixou-me investida na ideia de ler mais coisas dela.
Eu ouvi este livro, não o li, então acredito que isso possa ter influenciado a minha opinião deste livro - para o bem e para o mal.
Descobri este livro porque adorei a narração da Stephanie Willis em “To kill a Kingdom” e eu quis ouvir mais obras narradas por ela. Adoro a voz dessa mulher e não me importava de a ouvir a narrar uma lista de compras.
Isso é onde o audio me influenciou pela positiva.
Em contrapartida, há qualquer coisa na narração da Susan Larkin que simplesmente não. estava. a funcionar. Não sei se era voz, se era o sotaque do personagem, se era a forma de falar... simplesmente não deu para mim.
Isso é onde o audio me influenciou pela negativa.
Agora o resto: honestamente, não consigo dizer se teria terminado este livro se ele não estivesse em áudio. Em contrapartida, eu jamais teria sequer pegado nele se não fosse a Stephanie Willis. Não apenas porque foi por causa que lhe peguei, mas sobretudo porque eu não gosto deste tipo de histórias.
Romances dramáticos entre um personagem judeu e um personagem nazi durante a II GM e com campos de concentração pelo meio? É... não são a minha praia. Honestamente, o mercado editorial está tão saturado com este tipo de histórias que eu já nem olho para as sinopses se houver qualquer coisa no título ou na capa que indique qualquer um desses pontos.
Adiante.
Eu ouvi cerca de 3 capítulos do POV da Amelia e a partir daí pulei-os todos. Ouvi apenas os capítulos do POV da Emma e pronto. Os puritanos das leituras dirão que eu não li/ouvi o livro todo, mas nem quero saber. A história e a narração da Amelia simplesmente não estavam a funcionar para mim.
Mas a história e a narração da Emma, sim. Fiquei investida nela desde o início. E apesar de o romance dela com o personagem x ser um bocado precipitado e pouco trabalhado, o que me deixou realmente envolvida foi o ex-namorado dela. Não que eu goste dele. Eu só queria vê-la a dar-lhe com os pés e a livrar-se dele. Que homem desprezível, credo.
Se eu perdi alguma coisa da história por abdicar do POV de uma das personagens?
Meh.
Só dois ou três detalhes no final é que me fizeram sentir um “ops!”, mas nem sequer eram assim tão importantes e rapidamente percebi o que perdi. Por isso, não, acho que não perdi quase nada da história.
Pensem em A Pequena Sereia, mas a Ariel (Lira) é na verdade uma assassina, o príncipe encantado é na verdade um caçador de sereias e a Úrsula (a Rainha) é a mãe da princesa sereia; e em vez de uma triste história de amor impossível, temos um enemies to lovers cheio de ação, intriga, aventura e reviravoltas.
É um dos melhores livros de fantasia que eu já li. Adoro o universo, adoro a estrutura do mundo, adoro o lore. A melhor adaptação d'A pequena Sereia de sempre.
A escrita é maravilhosa. Eu ouvi e li este livro e é deliciosa. Simples, acessível, mas poética, lírica. O equilíbrio perfeito entre ação e descrição, diálogo e narração.
Adoro, adoro, adoro.
Definitivamente uma viagem intensa e cheia de curvas e contra curvas.
Eu entrei neste livro de cabeça, sem saber absolutamente nada sobre a história, o autor, ou sequer o género literário. Por isso imaginem a minha surpresa quando surgiram os primeiros sinais de que este livro teria conteúdo moralmente questionável.
Não apreciei muito o facto de o Kenji ser uma espécie de detetor de maldade ambulante, mas em defesa dele, pessoas verdadeiramente malévolas podem ter esse efeito. Não sei. É tão credível quanto não é.
Foi uma leitura interessante e, apesar de não ter ficado agarrada ao ponto de o devorar em 2 dias (levei bastante mais que isso a ler), foi o primeiro livro em várias (muitas) semanas que me fez ficar realmente curiosa para saber o que vinha a seguir.
what the actual absolute fck did I just readthere's disturbing with a story, and there's this crap. it looks like a edgy 12 year old boy who just found out about canibalism, looked up “torture” and “gross” on google ande decided to write a fanfic. poor writing, no story AT ALL, just filth in every single sentence and every single scene was gross.like, what kinda sicko writes this sht
i am pretty stoic person with reading horror, but this book left a really bad taste in my mouth
it's just EMPTY of anything other than baby torture
Um dos melhores livros que eu já li. A ressaca, quando o terminei, foi intensa.
É um livro lento, slow burn, que vai dando informação nova à medida que a história progride.
Eu gostaria de escrever uma review que fizesse justiça a este livro, mas, sempre que verdadeiramente gosto de um livro, é-me difícil pôr os sentimentos em palavras.
A relação do Oliver com o James, ou até mesmo a controversa relação do Oliver com a Meredith... e o Richard. A evolução das relações dos personagens entre eles, na verdade. A forma como somos conduzidos e levados a questionar todos os personagens, inclusive o próprio protagonista.
Este livro é abismal. A escrita, a história, os personagens. Fiquei agarrada do princípio ao fim. As reviravoltas, as pequenas pistas escondidas, as relações entre os personagens. Fantástico.
Eu já li muitos livros, cursos, artigos e “escritores” a falar sobre a arte de escrever; mas nada foi tão esclarecer e útil quanto este livro.
Usando-se a ele próprio como exemplo, sem medo de chamar autores famosos pelos nomes e apontar os erros destes, e dando dicas que são, efetivamente, úteis, Stephen King leva-nos numa viagem pela sua vida e pelo seu ofício.
Enquanto lia, fui tomando notas num caderno. Gastei uma caneta e mais paginas do que imaginava. E não só isso, também fiquei cheia de vontade de voltar a pegar no manuscrito que abandonei em 2022.
Este livro não é um manual sobre como escrever um livro. É, sim, uma reflexão sobre o processo de escrita e um resumo do conhecimento que Stephen King adquiriu em décadas de trabalho. Engane-se quem espera um passo-a-passo de como criar um personagem, a jornada do herói ou cábulas. O que este livro tem, e muito bem explicado, é o processo criativo do autor, a sua rotina de trabalho, os seus métodos de escrita e revisão, e as histórias por trás de alguns dos seus livros mais famosos. Não só isso, como temos uma visão autocrítica sobre o próprio trabalho dele e uma janela para a mente dele.
É possivelmente um dos melhores livros que li este ano, e definitivamente, decididamente, absolutamente o melhor que já li sobre escrita.
É estranho. Eu não chorei, nem sei por mim emocionada com este livro.
Mas consigo perceber porque é que tantas pessoas choraram, porque é que tem a reputação de arruinar os seus leitores através da dor.
Este livro é maravilhoso. E a forma como a autora ligou diferentes lendas e diferentes figuras, sem nunca se desviar daquilo que é o centro desta história - o amor -, é incrível. A presença de personagens femininas fortes também foi apreciada. Elas podem não ser as protagonistas, mas elas estavam sempre lá a fazê-los mexerem-se.
A escrita é realmente deliciosa. De uma delicadeza incrível, mas limpa. A autora não precisou de recorrer a estruturas confusas nem a vocabulário exuberante para conseguir soar lírica. É fácil de ler, mas encantador.
Talvez “A Little Life” me tenha estragado e por isso é que eu tive a emoção de uma colher de chá enquanto o lia - mesmo estando investida na história, nos personagens, no livro -, ou talvez eu não tenha lido o livro no momento certo. O que importa, contudo, é que acho que ele é fabuloso e merece todo o apreço que recebe.
Este livro foi uma viagem induzida a drogas.
A sério. Não estou a gozar.
Não sei quem é que as tomou - se foi o autor, ou se foi a personagem -, mas os delírios deste livro são qualquer coisa.
O que começa por ser um premissa cómica e fácil de nos identificarmos, depressa se transforma numa espiral niilista na loucura do protagonista. Temos direito a uma dúzia de páginas exclusivamente dedicadas às divagações alucinadas que o levam ao declínio psicológico.
E no centro de tudo? A ideia que a percepção que as pessoas têm de nós não é a mesma que nós temos de nós próprios. E tudo por causa de um nariz ligeiramente torto para o lado.
A queda do protagonista tem tanto de engraçado quanto de entristecedor. Um homem que vivia confortável, com a sua esposa (não sei bem onde é que a sinopse foi buscar o “pai de família”) e o seu banco (também não sei bem porque é que é mencionado como banqueiro, visto que de banqueiro, pouco ou nada tem), com problemas corriqueiros de um homem corriqueiro. Mas a descoberta do seu nariz ligeiramente torto leva-o a questionar toda a realidade em que vive.
Não é particularmente fácil de ler - o tamanho pode ser enganador -, visto que é um livro muito dado a divagações e longos comboios de pensamentos, com uma linguagem clássica e a cair para o registo oral. Mas a história em si é simples, absurda, fascinante.
Se eu visse este livro numa livraria, provavelmente não pegaria nele. Nem numa biblioteca, provavelmente. Mas estou feliz por ter tido uma oportunidade de o ler e conhecer esta história.
Eu sei que há pelo menos mais um livro depois deste, mas eu acho que vou apenas fingir que a saga fechou aqui.
É uma boa trilogia (aguentem comigo, vai) e é muito interessante. Mas depois de ler dois livros seguidos (Tales from the café + Before your memory fades) comecei a ficar um pouco saturada do estilo de escrita e das repetições constantes. Chega a ser um pouco condescendente a forma como o autor sente a necessidade de repetir a mesma informação de cada vez que um personagem é mencionado.
Porém, a história é maravilhosa. Continua a ser interessante e altamente emocionante. O autor consegue realmente meter o dedo nas feridas e levar-nos a sentir profundamente os personagens e as suas histórias individuais. Apesar de eu não ser fã da narrativa, a história é BOA.
Por isso não lhe dou um 5, nem lhe dou um 3. Acho que o 4 é bem merecido e reflete o que eu senti ao acabar o livro.
Este livro começa de forma cativante, pelo meio torna-se um bocadinho entediante, e no final tem uma série de reviravoltas extraordinárias que fazem com que todos os pontos fiquem ligados e tudo faça sentido.
Não sei explicar o que senti enquanto o lia, porque demorei dois meses a acaba-lo e sempre que lhe pegava não me lembrava do que tinha acontecido. Mas sei que sempre que lhe pegava, ficava presa. Eu li umas 20 paginas em pé, na sala de espera do IPST, e mais umas quantas enquanto estava a dar sangue. Uma assitente chegou a comentar que só me faltava um café. É o quão vidrada eu ficava sempre que o lia.
Só não lhe dou 5 estrelas porque, realmente, ali no meio a história estagnou um pouco e cheguei a questionar se queria continuar ou não. Mas eu precisava de respostas, por isso continuei. E ainda bem.
Ler a Dolly é sempre refrescante. É uma forma de não-ficção leve, divertida e extremamente educativa que encaixa em qualquer altura do dia ou do ano.
Gosto de a colocar entre leituras mais pesadas, ou ao mesmo tempo que livros mais complexos, para refrescar a mente ou ler em alturas menos inspiradas.
Dito isto, esperava que este livro fosse um pouco mais interessante. Talvez porque a fasquia ficou tão elevada com “Tudo o que sei sobre amor” e eu esperava mais histórias loucas da vida dela. Continuamos a tê-las, mas como o foco do livro são as dicas e conselhos que ela dá aos leitores (este livro é uma coleção de textos da coluna de perguntas e respostas dela), temos um pouco menos.
Não obstante, é uma leitura leve, mas não privada de assuntos importantes e conselhos relevantes. Tem o estilo divertido e autocrítico da Dolly, mas também a sabedoria e o conhecimento da experiência. E a sua típica honestidade bruta, claro.
Há livros que nos deixam desconfortáveis, e depois há No Longer Human: um mergulho na psique de um homem extremamente deprimido, escrito por um autor seriamente deprimido, que nos transporta numa espiral de auto desprezo e miséria.
O protagonista tem um ódio tão profundo a si próprio que, como o título o diz, nem se considera humano. Porém, enquanto acompanhamos a sua história através dos seus olhos, é possível ter um vislumbre daquilo que as pessoas em redor dele pensam dele.
O livro é deprimente. E não necessariamente de uma forma que possa ativar gatilhos, apesar de estes estarem bastante presentes. Apenas é... bem, este livro é um vazio.
Não tem uma história particularmente interessante nem um personagem particularmente interessante. É apenas uma sequência de momentos entediantes rodeados de pensamentos depressivos. E por mais que isso seja um retrato bastante vivido da experiência de alguém extremamente deprimido, parece que passamos o livro inteiro a levitar por trás de uma nuvem de fumo. Não chegamos a pousar os pés na história nem a conhecer bem o personagem.
Portanto - reconheço a importância deste livro no seu subgénero, e a importância dele na carreira do autor. Compreendo a popularidade do livro e o que leva as pessoas a lê-lo. Mas não sou fã.
Este livro não estava no topo da lista de leitura, e eu nem sabia bem como é que ele estava estruturado quando o adicionei à TBR no ano passado. Especialmente porque este género de romance não costuma ser a minha praia.
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Mas quando, acidentalmente, percebi que o livro se lê como um documentário/entrevista, coloquei-o na lista de “leituras simples” - o grupo de livros a que recorro depois de ler algo mais pesado e preciso de descomprimir.
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Portanto, foi assim que acabei a ler Daisy Jones & The Six. Precisava de algo leve. Mas não esperava que, sendo o formato do livro leve de consumir, a história fosse tão intensa. Nem esperava gostar tanto de um livro sobre uma banda, ainda mais passado nos anos 70, e com tantos detalhes musicais no processo.
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É um livro sobre amor, mas eu hesito eu chamar-lhe romance. Não porque não o tenha, mas porque acho que, na miríade de coisas que acontecem no livro, ele é secundário. Acho que é um livro sobre amizade, fraternidade, família escolhida, sobre lealdade e idolatria. Sobre vícios e saúde mental, sobre a diferença entre viver e sobreviver. Sobre dependência, codependência, independência. Sobre liberdade feminina e sobre música. Sobre errar, ser humano, perdoar e ser perdoado. Sobre segundas oportunidades, terceiras, infinitas.
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Creio que em momento nenhum eu “shippei” a Daisy com o Billy. Simplesmente porque nunca gostei do Billy. É arrogante e egocêntrico e um tanto narcisista. Mas também é intrinsecamente humano, com um amor profundo dentro dele e um personagem disciplinado. Já a Daisy é irreverente, confiante, mas empática, livre, espontânea. O Billy comete erros para viver a vida; a Daisy comete-os para escapar dela. Eles são veneno e cura um para o outro, em simultâneo almas gémeas e almas inimigas.
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Não sei explicar a experiência de ler este livro, mas posso dizer que foi uma leitura extremamente satisfatória. Apenas não foi das melhores leituras da minha vida. Mas cada página valeu a pena.
Este livro trouxe-me gargalhadas e amor numa altura em que precisava delas, e só por isso posso dizer que há de estar no meu top de leituras deste ano.
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A história em si não parece muito extraordinária - é sobre um gato cego e a sua resiliência -, mas é muito mais do que isso. Este gato salvou a vida da sua dona, mais do que uma vez, de diversas formas - uma delas, bastante literalmente e de uma forma muito pouco inesperada -, e as suas idiossincrasias são, se não fascinantes, bastante cómicas. A sua coragem, a sua ternura, a sua absoluta ausência de medo, são coisas que simultaneamente preocupavam a sua dona (porque há sempre espaço para sarilhos quando um gato não tem medos) e fascínio (porque um gato cego enfrenta a vida com naturalidade e resiliência, de uma forma que muitos de nós não conseguimos replicad).
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É dos livros mais engraçados, mais ternurentos, mais inspiradores e mais interessantes que eu já li. E se às vezes eu senti que a autora endava em círculos e estava a ser um pouco aborrecido, era garantido que duas ou três páginas depois havia uma reviravolta que me agarrava novamente.
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Adorei, recomendo a todos os amantes de gatos, e acho que nos dá uma lição valiosa sobre a vida de uma forma geral.
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