Este livro respondeu a muitas perguntas sobre o universo Grisha e levantou muitas mais. E o mais curioso é que a fórmula dele é completamente diferente da do primeiro: o timming em que as coisas acontecem, os plot twists, os acontecimentos - muito diferente do primeiro, mas muito bom.
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Terminei-o com uma ansiedade de ler o terceiro e grande frustração por não o ter à mão na hora.
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Adorei o Nikolai, mais do que imaginei que poderia gostar - o completo e absoluto oposto do Darkling, em tantos aspetos -, mas a relação da Alina com o Mal deixou-me muito de pé atrás. Continuo a não ser Team Mal. Como sempre, os meus shipps nunca batem com o canon, mas é assim a vida de shipper com síndrome de personagens secundários.
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Eu sempre adorei fantasia, mas nos últimos anos afastei-me da fantasia mais complexa e fiquei mais presa no realismo mágico. Esta trilogia faz-me lembrar porque é que a high fantasy é tão boa de se ler e porque é que young adult não é apenas para adolescentes.
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Queria ler Lovercraft, porque ouço falar da genialidade dele desde sempre. Comecei por este, por ser um dos mais famosos e ser pequenino. Acho que comecei mal.

A premissa é extraordinária, mas a leitura é redundante e um círculo infinito de descrições detalhadas e suspense que nunca leva a lado nenhum.

Admito que a escrita é boa, mas demasiado descritiva. A premissa da história tem tudo: o mistério, o suspense, o desconhecido - e Lovecraft é famoso pelas suas histórias críticas -, a forma como o sobrenatural é deliberadamente vago.

Mas o plot? Muito pouco. Vi uma review a dizer que este livro parece mais uma tentativa de worldbuilding do que um conto propriamente dito, e tenho de concordar. Porque é 90% “nós fomos àquele sitio naquelas montanhas e vimos aquelas coisas e depois viemos embora” e 5% “coisas aconteceram”. Os outros 5% são “não quero falar sobre as coisas terríveis que vimos”. Ad infinitum. São páginas e páginas e páginas a falar sobre as montanhas, depois sobre os túneis, depois sobre as gravuras e a civilização que encontraram, e depois mais montanhas. Só descrições e descrições e descrições e muito pouco plot.

Portando, não posso dizer que adorei. Mas também não detestei. Quero ler outras coisas do autor, na esperança de encontrar aquilo por que Lovecraft é conhecido: terror imaterial e metafísico, de uma criatividade incomparável, psicológico. Mas este conto não foi a minha chávena de chá.

Quando se trata de Murakami, acabar um livro com uma sensação de profunda confusão é completamente normal.

Este aqui, contudo, leva isso a outro nível. O final foi tão abrupto que eu virei e revirei as últimas páginas à procura do resto da história, porque ela ficou inacabada.

Não há explicaçōes, não há follow up dos eventos, não há um fecho. Fica tudo em aberto.

Não obstante, é Murakami. O que significa que me manteve bastante agarrada enquanto o lia e a premissa de história é fascinante.

Apesar de ser uma história inerentemente interessante, sobre um assunto de extrema importância e que explora de forma visceral a cultura desportiva e a sua relação com abso seual, este livro deixou-me com a mesma sensação que um chili mexicano sem picante: os elementos estão lá todos, e lê-se bem, mas falta o tempero.
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Eu diria que 70% do livro é a apresentação dos personagens, do seu contexto sociocultural, da vila em que a história se apresenta, de tudo o que eles carregam nas suas costas. E apenas 30% é efetivamente sobre o evento que motiva este livro. E isso, não vou mentir, desiludiu-me um pouco.
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Eu definitivamente não queria mais descrições sobre o QUE aconteceu, mas absolutamente queria mais sobre o que aconteceu DEPOIS. E pelo que compreendi sobre a sequela, apesar de ela se passar na mesma cidade e ter muitos personagens em comum, parecer girar em redor de um incidente diferente. Por isso, acho que há muitas perguntas que ficam por resolver apesar de tudo - o que é uma pena.
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Resumindo: livro interessante, mas com pouca história para contar. Em contrapartida, os personagens são extremamente humanos e tridimensionais, e conhecemos vários lados deles. Não estão estereotipados em papéis defenidos e o impacto de cada um deles vai variando ao longo da história.
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Boa leitura, bom livro, apenas não o terminei a sentir grandes emoções.

Depois de um ótimo início com Shadow and Bone e um fantástico meio com Siege and Storm, Ruin and Rising finaliza a trilogia de forma igualmente excelente.
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Mais uma vez, a Leigh Bardugo pegou na fórmula dos livros anteriores e atirou ao vento, fazendo uma nova fórmula para os eventos do terceiro livro. É inesperado, é cheio de reviravoltas, é cheio de fraternidade e inimizade, é cheio de lealdade e traição, é cheio de tudo um pouco e mais alguma coisinha. Culiminando num final que eu achei mais do que adequado após tudo o aconteceu nesta trilogia.
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Se houve cenas que eu achei um bocadinho pirosas? Sim. Se houve cenas que eu teria feito, ou gostaria que tivessem sido feitas, de outra forma? Sim. Mas se no final tudo isso contribuiu para reviravoltas imprevisíveis e momentos especiais? Também sim.
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Quando comecei esta trilogia, não esperava gostar tanto dela. Não é perfeita. Mas para mim, foi a perfeita para me lembrar do quão boa a fantasia jovem adulta consegue ser, que ainda há universos fantásticos por criar, e o quão bom é este género de literatura - que, nos últimos anos, coloquei em segundo plano e em que tive algum azar.
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Quando comecei a ler, não percebia muito bem o que é que a autora estava a construir. Eu sentia que estava a ler o roteiro de um filme de adolescentes do início dos anos 2000. Mean Girls, talvez.

Depois, percebi. A autora estava a pintar a protagonista como uma antagonista da sua própria história, a levar o leitor a sentir antipatia pela protagonista. E quase resultou.

Asking for it é exatamente o que promete ser: a história de uma jovem que uma noite sofre abuso seal às mãos de um grupo de homens e, devido a certas circunstâncias, tem a sua experiência questionada. “Ela estava a pedi-las” é exatamente o sentimento que a autora tenta plantar no leitor - fazer-nos parte da multidão que atacou, questionou, vitimizou repetidamente a Emma, por causa do passado dela, dos seus comportamentos e das circunstâncias. Não fosse o meu nome Rafaela, eu não teria percebido isso logo nos primeiros capítulos. Porém, abuso seal é um assunto para o qual sou sensível demais para me colocar contra a vítima. Eu estou, e sempre estarei, do lado da vítima. E isso fez com que a estratégia de O'Neill falhasse comigo. Eu estive sempre do lado da Emma.

O livro está carregado de momentos intensos e brutais. Não apenas as memórias de Emma, como também a sua experiência posterior. A violência que sofre continuamente, a sua revitimização após o sucedido, os seus pensamentos e sentimentos, a sua dor - tudo isso torna esta leitura numa experiência pesada e difícil. Eu diria que se entranha na experiência de uma vítima real e a coloca em palavras para que o leitor a sinta também.

Asking for it pode também ser definido por uma das melhores frases do livro: “Eles são inocentes até que se provem culpados. E eu sou mentirosa até que se prove que sou honesta”.

Dito isto: este livro tirou-me de um reading slump que se arrastava desde o ano passado e eu devorei-o em menos de uma semana. Li-o tão depressa que só me lembrei de o colocar no Goodreads quando o terminei.

Se gostei? Sim. Se recomendo? Sim. Mas apenas se estiverem dispostos a calçar os sapatos da Emma e deixarem que os artifícios acutilantes da autora vos transforme nos antagonistas da história.

Uma coisa que eu aprecio neste livro: a autora não nos tenta vender uma protagonista heróica. Desde o início que sabemos porque é que a Grace está a fazer o que faz, todos os seus planos, o plano de fundo das pessoas que ela mata. Ela não é uma heroína nem uma vingadora que nos faz sentir compaixão ou qualquer tipo de conexão emocional.

A Grace é fria, vingativa, calculista, metódica e sem remorsos pelos seus crimes. A única personagem que nós sentimos que realmente “merece” algo de mal, ainda assim, apenas no final do livro sentimos a real antipatia por ele - e nem é por algo relacionado com a Grace.

Nem podemos chamar a Grace de anti-heróina, porque ela é a antagonista da sua própria história. Este livro é a história de uma vilã.

O final, ainda que no primeiro impacto possa ser bastante anticlimatico - porque a Grace, com todos os seus defeitos, consegue criar expectativas em nós -, acaba por ser bastante adequado. Um karma apropriado à história.

Feitas as contas, o livro é interessante, mas não despertou em mim nenhum tipo de sentimento forte. Nem positivo, nem negativo. Acabei-o com uma sensação de estranheza, sem saber muito bem o que acabara de ler.

É raro eu dar duas estrelas, e honestamente estou muito dividida entre 2 e 3 estrelas.

Por um lado, até foi uma leitura interessante. Por outro, eu nunca consegui sentir uma ligação com nenhuma das personagens. E a história em si é tão corriqueira que não é interessante. A escrita e a forma como a Coco narra, sim. Mas a história? Não me cativou muito.

Os personagens são bastante humanos, e o drama que se desenrola também. Mas eu só consegui sentir empatia pelo sugar glider. Essa parte da história deixou-me furiosa de uma forma que nenhuma das outras partes polémicas deixaram. E isso diz muito sobre o que eu sentia pelos personagens.

Se eu não me consigo conectar com os personagens nem com a história, mesmo que a escrita seja agradável, não posso realmente dizer que gostei do livro.

Foi só à segunda tentativa que consegui terminar o livro, mas não porque houvesse algo de errado com ele. Na verdade, eu estava bastante entusiasmada para o ler. Mas as circunstâncias da minha vida não eram favoráveis ao tema, ao tipo de escrita, e ao tipo de história. Portanto, eu diria que este é o tipo de livro em que tem de estar com a cabeça no sítio certo para conseguir desfrutar.

Dei-lhe 4 estrelas porque, apesar de ter gostado bastante da história e a escrita ser bastante boa (algo que tenho alguma dificuldade em encontrar nos escritores portugueses que li até agora), há um certo ar pretensioso em redor do livro. Seja pela protagonista cujo complexo a faz julgar toda a gente, seja pelo vernáculo pomposo que é usado - por vezes, despropositadamente. Isso, e a repetição constante de certas expressões (por exemplo: “madrilena” é possivelmente a palavra mais usada na história, e nunca se vê Madrid referida de outra forma), ou seja porque os diálogos não são muito realistas (todas as personagens falam como se estivessem a escrever uma crítica) tornam a leitura um pouco cansativa. Porém, eu creio que o primeiro elemento é uma questão puramente pessoal - como já disse, a escrita é BOA. Mais do que boa, há lírica nela e uma tentativa de fugir à escrita leviana e superficial.

Sobre a história: vi muita gente a criticar os temas abordados. Não por serem abordados, mas pelo excesso de problemas. Eu tenho duas visões distintas sobre isso.

Por um lado, um romance que dispara para vários lados - neste caso, temos a abordagem a temas como a ansiedade, depressão, traumas de infância, violência sexual, feminismo, relações abusivas, coming of age, etc - dificilmente consegue realmente explorar nenhum deles profundamente. E, de facto, ao longo do livro somos bombardeados com todo o tipo de problemas sociais e questões políticas que se podem imaginar no século XXI.

Por outro lado, não é isso a vida de um jovem adulto em 2020/2022? Este é um livro que procura retratar a vida de uma jovem mulher que, no final dos seus 20s, tem uma “crise existencial” e tem de enfrentar toda uma série de problemas típicos da sua geração. E ser millenial, neste século, significa lidar com uma dúzia de problemas distintos todos os dias. Se nós não podemos escapar deles, como poderia uma personagem de um livro que nos pretende retratar?

Não foi um livro que eu pegasse e depois não conseguisse pousar. Na verdade, demorei mais de um mês para o ler, pegando nele aos pedacinhos e sorvendo a sua história como se fosse um café muito quente. Precisamente por cause do que mencionei acima - a escrita pomposa, a abundância de temas, as bombas emocionais despejadas no leitor -, este livro lê-se melhor em doses controladas. É bastante bom de ler - e eu recomendo-o a todas as jovens mulheres que estejam nos seus 20s e se sintam perdidas na vida -, mas melhor lido devagarinho.

Fiquei estupidamente feliz por ver uma autora portuguesa a publicar uma história destas. A voz da Cátia Vieira merece ser ouvida, e Lola é uma personagem que ia certamente fazer muita gente sentir-se representada (como eu me senti - inclusive, deu-me vontade de voltar a pegar na minha câmara!).

Eu não fazia a menor ideia que isto era uma história de época quando o comecei a ler. E apesar de isso ficar bastante definido logo no primeiro capítulo, foi preciso algum texto para eu realmente processar. Mas isso não é uma coisa má: eu afasto-me naturalmente de histórias de época, mas desta forma eu pude interessar-me antes de descartar. E ainda bem.

A sinopse faz parecer um mistério young adult, talvez mesmo um thriller sobrenatural ou algo mais místico. E considerando o ambiente em que a história se passa, chegamos a questionar se se trata de um policial ou de uma caça de fantasmas. Mas a história dá diversas reviravoltas e, a certo ponto, não sabemos mais no que acreditar. E isso, eu acho, é um dos elementos mais importantes deste género: fazer o leitor questionar tudo o que interpretou, dar voltas ao cérebro lado a lado com os personagens, querer embrenhar-se na floresta e seguir os rastos para desvendar o mistério.

Também é uma história sobre perdão, sobre perspetivas, sobre família de sangue versus família de coração, sobre reencontros e jovens mulheres que criam e fazem o seu futuro contra aquilo que é esperado delas. Sobre aprender a confiar, aprender a questionar e aprender a questionar e confiar nas pessoas certas e sobre as coisas certas.

No fim, é uma história inspirada numa prática desoladora, um pedaço da história Sul Coreana que é pouco conhecida, ainda que familiar para alguns de nós. A revelação final é retorcida, o desenrolar da história é rico em mistério e as personagens são previsíveis, mas tridimensionais.

E se passamos o livro inteiro a tecer as nossas próprias teorias sobre a verdade...no final não podíamos estar mais longe dela.

“Eu sou o produto de todas as dores que alguma vez me foram impostas.”

Este livro dá-me mixed feelings. Por um lado, consegui espelhar-me nesta protagonista e compreender os seus sentimentos e a sua forma de pensar; por outro, não pude deixar de sentir que esta abordagem não era a melhor para contar a história dela. Nem considero que este livro seja adequado a adolescentes ou jovens particularmente sensíveis. Na verdade, mesmo para adultos ele é pesado demais.

Há duas formas de olhar para ele, e elas são tão opostas que é realmente difícil decidir qual delas é dominante.

1) É um retrato cru, frio, duro de uma adolescência extremamente depressiva e com pensamentos su1c1das profundamente perturbadores. E nesse sentido, é uma forma prática de entrar na cabeça do que uma menina de 14 anos, que vivencia o bullying e não consegue escapar da dor dentro dela, e entender e sentir o que ela sente, o seu desespero, o seu desgosto com a vida.

2) É um retrato insensível, demasiado gráfico, com detalhes que podem colocar leitores sensíveis em perigo, com pouco ou nenhum cuidado em ser respeitoso para com o problema que procura debater. Chegaria a considerá-lo um manual de como cometer su1c1d1o camuflado sob a premissa de uma história realista.

Creio que é um pouco dos dois e, ao mesmo tempo, sinto que só pode ser um. Por isso dei-lhe três estrelas: pelo benefício da dúvida, e pelo perigo que representa para as pessoas que procura representar.

Há uma base sólida e interessante neste livro. Mas a escrita demasiado teen e a falta de maturidade dos personagens tornou a leitura um pouco difícil para mim. E não tenho bem a certeza de qual seria o público alvo deste livro, mas eu definitivamente não estava à espera - tanto pela sinopse quanto pela capa e estilo geral - que fosse ter certas cenas explícitas (que, ainda façam sentido na história e sejam relevantes, elevam consideravelmente a faixa etária do público alvo).

Na verdade, apesar de este livro ser um romance, eu vi-me mais envolvida e interessada no trauma da protagonista e em perceber o que aconteceu com o ex dela, do que no romance dela com o par romântico dela. Dei por mim mais investida em descobrir esse passado e de que forma a mudou, e em ver a sua evolução dali em diante, do que nos seus encontros e beijos e momentos “românticos” entre eles.

Mas realmente... não é o meu tipo de livro. Tinha potencial para ser, se a protagonista fosse mais velha e a história um pouco mais madura a nível emocional - mas a sua componente inerentemente adolescente não funcionou comigo. Não que haja algo de errado com isso; apenas já tenho dificuldade em ler esse tipo de romances e em sentir-me emocionalmente próxima das personagens (exceto se forem da Jenny Han).

Finalmente, a aventura que atravessa multiversos, milhares de anos-luz de galáxias, que passa por vários planetas e cruza múltiplos personagens nos seus rumos, chega ao fim.

Em Obsidio, tudo o que acontecer nos dois livros anteriores cruza-se, envolve-se numa massa uniforme e esculpe-se numa só grande e complexa aventura. Novos personagens surgem e encontram-se com os antigos, os problemas relacionam-se, as verdades são descobertas e todas as nossas teorias são corroboradas ou contestadas.

Não é o meu favorito da trilogia, mas também não é o menos favorito. É o desvendar da história, o ponto final de um longo julgamento com tentáculos longos e complexos, e por isso não é menos importante que os outros. Mas senti alguma resistência a ligar-me emocionalmente aos protagonistas e a importar-me com eles. Talvez os outros fossem melhores, ou talvez eu apenas não me tenha conetado com estes.

Tudo subitamente faz sentido, e o puzzle é brilhante. Porque não bastava o formato desta trilogia ser inovador e fascinante, também a história central é mais complexa, mais ramificada e mais incrível do que inicialmente aparenta. Consigo imaginar o Jay e a Amy em frente de um quadro branco, com dezenas de posts its e riscos a ligá-los entre si, numa teia infinita de relações e plot twists.

Tal como o primeiro: brilhante.
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Em Gemina acompanhamos a história de Nik e Hannah, que inicialmente nada parece ter algo de relacionado com o primeiro livro. Cheguei mesmo a considerar que esta trilogia seria uma antologia baseada no mesmo conceito, até que os pontos lentamente se foram ligando e a relação entre os dois livros se tornou clara e fascinante.
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A trama é um pouco mais complexa do que a do primeiro livro - onde no primeiro tivemos de lidar maioritariamente apenas com Inteligência Artificial homicida e um vírus que alienava os passageiros da nave, na sequência de uma invasão planetária -, neste temos de lidar com uma invasão de uma nave espacial, a ocupação ditatorial desta, uma espécie de máfia espacial e criaturas alienígenas com gosto a humanos. Tudo isto, enquanto Nik e Hannah tentam salvar os ocupantes da nave e, possivelmente, o universo inteiro.
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Não gostei tanto do Nik quanto gostei do Ezra; mas acho que gostei mais da Hannah do que da Kady. E a Ella é definitivamente a minha personagem favorita da trilogia até aqui. O seu sentido de humor ácido e a sua mente brilhante trazem algumas gargalhadas e momentos “wow” à história - de tal modo, que acho que ela merecia o seu próprio livro.
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Não posso dizer se gostei mais ou menos que do primeiro. Demorei mais tempo a ler e a trama é mais complexa, mas os protagonistas são ligeiramente menos interessantes. Em contrapartida, o momento em que percebemos de que forma este livro está ligado ao primeiro, e a sequência de eventos que se segue, faz com que seja extra fascinante.

Este livro desafia todos os conceitos literários e dá uma nova voz ao género da ficção científica

Não há nada de errado com o livro, mas, de alguma forma, não me o adorei e não me prendeu.

A história é boa, eu adoro os personagens - tanto o Shore quando o Lane são bons personagens -, adoro a evolução deles (mesmo que tenha acontecido tudo um pouco depressa demais no início) e gosto dos arcos de redenção. E (muitos) pontos extra pelas referências aos Leafs (eu? biased? de forma nenhuma).

Ainda assim, não foi das minhas favoritas e estou um pouco hesitante em ler mais histórias da série. Se bem que estou curiosa quanto ao Riley... hum, logo decido se leio.

A questão é: tem tudo para ser um dos meus livros favoritos do género (romance desportivo m/m), mas não é. E nem consigo explicar porquê, mas simplesmente não estou impressionada. Talvez falte um pouco de profundidade em tudo - faltam sentimentos, faltam pensamentos, falta um pouco mais de introspeção em geral por parte dos personagens.

Recomendo, sim, mas ao mesmo tempo, não está no topo da minha lista de recomendações.

Gostava de poder dizer que adorei, mas não posso.

Não só a escrita é abaixo do mediano (e eu nem sou muito esquisita com a escrita em inglês), também a história deixou muito a desejar. Gostei da personalidade dos protagonistas, mas tudo aconteceu demasiado cedo: a relação deles, em todas as suas etapas, e a partir daí... tudo o resto. Há cenas que me fizeram fisicamente fazer uma careta porque simplesmente não funcionaram. Parece um filme da Wallmart.

É uma pena, porque a premissa é realmente boa e eu tinha algumas expectativas, porque a sinopse me interessou. Mas foi uma desilusão e eu nem tenho padrões muito altos no que toca a romances. Não irei ler mais livros da série, honestamente, e não sei até que ponto voltarei a tentar com esta autora. Logo verei.

Normalmente uma história com crianças seria um grande ‘nope' para mim, mas acho que não consegui resistir à trope bestie-do-meu-irmão. Além disso, eu quero bastante ler o segundo e pareceu-me justo ler este primeiro.

Eu gostei bastante dos personagens. Tanto da Lucy quanto do Cooper, mas acho que a certa altura deixei de me importar com eles. A história arrastou o elemento “o meu irmão não pode saber” demasiado até ao fim e há algumas coisas que simplesmente não funcionaram para mim. Sem mencionar que tudo aconteceu demasiado depressa - a relação deles (que supostamente era para ir devagar), a relação do Cooper com o filho da Luci, o final que não funcionou bem para mim. Achei os personagens um pouco imaturos e precipitados.

MAS é uma história engraçada, com cenas de fazer derreter as almas mais românticas, com um protagonista charmoso e que diz sempre as coisas certas, com drama na dose certa (nem a mais, nem a menos) e eu adorei particularmente a cena em que eles invadem uma casa (não posso explicar porquê sem dar spoiler).

Vou definitivamente ler o segundo, e vai sem dúvida para a minha prateleira de recomendados, mesmo não sendo dos meus favoritos.

Já li Emma há tantos anos que é impossível dizer se esta inspiração é semelhante ou não ao original, por isso a minha opinião baseia-se apenas neste livro.

Foi-se altamente recomendado e eu recomendo-o a quem achar a sinopse interessante. É engraçado, tem uma história boa, os personagens são tridimensionais e tudo acontece de uma forma que faz sentido.

Não é, porém, dos meus romances favoritos - há qualquer coisa, e não consigo explicar o quê exatamente, que não me deixou apaixonada pelo livro. Sem mencionar que a personagem é um pêndulo. Ainda que eu entenda de onde vem isso (é complexo e não dá para explicar sem spoilers), creio que essa parte está muito pouco verossímil e, para mim, chega a ser um pouco irritante (não apenas frustrante, mas realmente irritante). Em certas alturas, os próprios personagens parecem ter experiências extra-corporais e são possuídos por uma personalidade que não lhes pertence, o que eu também não adorei.

Não obstante, como já mencionei, é um livro engraçado, com as doses certas de romance e drama, personagens que nos deixam a suspirar um pouco (oh, Tyler) e uma história, em geral, bastante boa.

Eu não sabia quem eram os personagens deste livro, mas ao ler o do Matt eu definitivamente já sabia que estes dois iriam ter o seu próprio. Intuição ou foreshadowing? Mistério. O que é certo é que eu olhei para estes dois na primeira vez que eles apareceram e eu soube que eles se tornariam algo.

Mais uma história sobre bissexualidade - desta vez, dois personagens - e o drama é nada daquilo que toda a gente está à espera. Tratando-se dos colegas de equipa do Matt, e sendo os dois colegas, o drama é mais complexo do que “apenas” sair do armário (como se isso não fosse já suficientemente stressante). Não posso revelar muito, mas há aqui um flip peculiar.

Eu adoro o Talon desde que ele apareceu no livro do Matt (2). Sim, o Miller é um ótimo personagem e bastante fácil de relacionar. Mas o Talon é a estrela deste livro. Tendo em conta que era o mais “hetero” dos dois (em aspas aspas aspas, porque ele não é hetero, não é), revelou-se aquele que estava mais seguro e confiante dos dois, e tem um sentido de humor peculiar (Eden Finley a ser Eden Finley).

Tem demasiadas cenas eróticas para o meu gosto, mas suponho que faz parte.



Definitivamente não a minha favorita da série, MAS tem o seu charme.

Os primeiros capítulos são bons. Depois, o drama torna-se bastante necessário e eu passei o tempo todo a dizer “apenas CONTA-LHE, Lennon!”. Quando a barraca caiu e o elefante na sala foi abordado, as coisas voltaram a ser toleráveis e, por fim, a história ficou boa outra vez. Sim, é como uma pequena montanha russa.

Os últimos capítulos acabaram por ser os meus favoritos, especialmente porque o “pior” entre eles os dois já tinha passado e agora estavam juntos a lutar contra o mal superior. E eles já estavam a comunicar, e há que adorar quando os personagens comunicam uns com os outros.


Nada como uma história sobre um jornalista e um jogador de hockey para que subitamente eu tenha ficado entusiasmada com esta série outra vez.

Admito que não estava muito (de todo) interessada em saber mais sobre o Noah. Aquilo que apanhei dele no primeiro livro pareceu-me apenas meh. Eu estava, contudo, interessada em saber mais sobre o Matt - e nada como outra história de fake dating para me pôr no mood para este livro.

O Matt é um razinza a história quase toda, mas não o podemos realmente culpar, considerando o inferno na terra que ele está a passar. E o Noah não faz ideia do que está a fazer em mais de metade do livro, mas aqui e ali ele vai dizendo ou fazendo a coisa certa e eles acabam por conseguir não se matar um ao outro. Para mim, contudo, isto só não é um 4* porque tem mais cenas eróticas do que aquelas que eu gostaria que tivesse, e porque os personagens a certo ponto criam dramas mais do que desnecessários. A certos pontos chega a ser mesmo preguiçosa, a forma como a autora lidou com a história.

Mas é a Eden Finley. Claro que gostei apesar de tudo, e claro que decidi continuar a série.

Fake dating? Sim, por favor.

Eu adoro uma boa história sobre bissexualidade, mas adoro ainda mais se esse factor for explorado de forma casual e pouco dramática. Não houve crises de identidade nem necessidade de fugir a correr. O Maddox apenas anuiu, levantou a cabeça e aceitou que gostava tanto de homens quanto de mulheres, e que isso não importava realmente. Depois apenas decidiu que queria estar com o Damon e pronto - da parte dele, não houve drama.

Não, o drama veio da parte do Damon, mas não posso realmente falar sobre isso sem dar spoilers. E a autora aqui explorou realmente um lado bastante interessante, se não mesmo realista, deste tipo de histórias (em que um dos protagonistas tem um momento eureka na sua sexualidade). Este livro é quase um anti-fetiche, porque é uma chamada de atenção à forma como histórias como esta são fetichizadas, mesmo que tenha uma mancheia de cenas eróticas ela própria.

Eu adorei o Maddox, adorei o Damon, adorei toda a premissa da história deles, e adorei o sentido de humor da autora (Eden Finley, pessoal, não podia esperar menos). Recomendo? Definitivamente.

A história de Simon e Baz é uma das minhas favoritas dos últimos anos. E eu estou profundamente triste porque este livro é o último. Mas profundamente grata, também, por ter tido a oportunidade de o ler, e à Seguinte por me dar o voto de confiança e me dar uma cópia antecipada.

Eu adorei este livro. Não tanto como o segundo, mas definitivamente adorei. O final em aberto é um pouco frustrante - eu quero mais! quero saber mais! que saber o que acontece ao Simon e ao Sheperd! -, mas, ao mesmo tempo, é adequado. Deixa espaço para que nós, leitores, imaginarmos o final que gostaríamos que houvesse.

Eu não sei o que dizer. É mais fácil falar de um livro quando não gosto dele, mais difícil quando gosto. E eu adorei este. Também achei a tradução bastante fiável. Li o primeiro em português de Portugal, o segundo em inglês, e agora o terceiro em português do Brasil. Tirando uma ou outra coisinhas, mal dei conta das diferenças. O que eu acho fantástico; a consistência é importante num ‘fandom'.

Muito obrigada, mais uma vez, editora Seguinte e NetGalley, pela oportunidade de ler este livro.

Devorei este livro numa noite. Isso diz alguma coisa sobre o que achei dele, não?

Eu não sabia o que esperar deste livro, porque, tal como a própria premissa diz: o Simon já tinha derrotado o vilão. Ele e o Baz já estavam juntos. O que mais poderia haver para contar?

Não devia ter subestimado a Rainbow Rowell.

Do início até ao fim, não faltou aventura, nem dilemas, nem a tensão exatamente certa entre o Baz e o Simon para nós nos mantermos por um fio. Eu tenho um problema: eu adoro ler romance, mas só até à parte em que ficam juntos. Depois de ficarem... meh. Mas Wayward Son contornou isso de forma brilhante, ao manter-nos sempre em alerta e com atenção. E não precisou de trazer uma terceira pessoa para a equação para isso, o que é ainda melhor.

A história não é a mais incrível. Tal como no primeiro livro, é TUDO sobre os personagens. São eles que fazem a história mover-se, o nosso coração bater e os dedos virar a página. E o Simon e o Baz, bem... eu adoro-os. Adoro-os tanto.

E adorei este livro. Absolutamente. Para algumas pessoas, este foi o pior da trilogia. Para mim, foi o melhor. Porquê? Não faço ideia. Não consigo explicar. Apenas adorei.