Não é engraçado, como dizem as sinopses, mas é realista até que se prove o contrário. O livro é escrito em formato de diário, onde o autor conversa diretamente com o leitor enquanto conta sua ascensão e queda através do amor, a partir de uma prática que ele cometia e, no fim das contas, meio que se volta contra ele mesmo. A narrativa é tão simples que num instante a leitura é concluída e, se bobear, tu ainda se identifica com o protagonista em alguns momentos. Não que seja algo positivo, porque ele é bem machistinha e tem o costume de “machucar mulheres” - fazê-las se encantar por ele e depois dar um jeito de fazê-las sofrerem o máximo possível para depois ver no que vai dar por diversão.
Se você já assistiu, “Nova York - Uma cidade em delírio”, vai perceber a semelhança entre esse livro e o filme o tempo todo, generalizando um pouquinho. O livro não tem uma pausa. O ritmo é o mesmo do começo ao final, com as interrupções e lembranças desordenadas e um ex-alcoólatra que tenta te contar algo. Muitas coisas acontecem, mas tudo como grandes parênteses no meio de uma história principal que tem ares de um grande drama vivenciado pelo Anônimo.
Não conhecia a história em detalhes, então isso foi “uma surpresa” para mim, embora a história tenha tido uma profundidade que eu não esperava que houvesse. Dividido em partes, o livro começa com a apresentação de Victor por Walton, que é quem conta a sua história, mostrando a criação do monstro/demônio. Depois entramos na cabeça da criatura e passamos a enxergar o mundo com ela enxerga, de maneira que é possível entender suas motivações e suas atitudes - e até se solidarizar. O ápice e os fatos mais marcantes, para mim, aconteceram na terceira parte da obra, quando criador e criatura estabelecem determinada relação que vai ditar o clima desses últimos capítulos, com um horror construído entre criador e criatura, permeando aspectos humanos, psicológicos, sociais dos personagens. Gostei. Mais um clássico pra lista!
É denso, né? Imaginei que fosse algo do tipo, mas não me preparei o suficiente. História legal, mas a narrativa não me ajudou. Quase zero afinidade durante muitas partes da história. Conforme eu esperava e já havia lido, Destinos é uma história lenta. Fúrias é onde se concentram os quês e porquês em massa. Reconheço que é um grande livro, mas não estava bem preparado para esse tipo de leitura.
2.5
Não conhecia o autor ainda. É como um filme de sessão da tarde que se propôs a ser uma comédia e consegue arrancar alguns sorrisos durante o processo. Tem uma carga dramática bem grande quez em alguns momentos, achei parada.
Não achei engraçado, mas é divertido na média, uma comédia meio reprimida. Acho que essa classificação nem existe, mas é a sensação que dá.
Comecei a leitura com o pensamento totalmente voltado para as lembranças que eu tinha do filme (que não são nada boas, diga-se de passagem!). A história foi se desenrolando e fui aos poucos lembrando das cenas que tinham alguma semelhança, mas... gente! Não tem nada a ver. Não sei o que pensaram fazendo aquele filme, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra, foi uma inspiração que pegaram bem longe e fizeram a maior besteira. O livro é ótimo, os personagens são super divertidos (exceto Clary, que achei a maior chatinha na maior parte do tempo). Certamente (espero que) serão mais desenvolvidos ao longo dos próximos volumes, mas talvez tenha gostado muito da história. Não vejo a hora de continuar a série para saber no que vai dar tudo isso. Gosto de séries de fantasia que tenham conteúdo a ser desvendado, uma “cultura” nova, com simbologias, seres diferentes e ambientes onde a gente se sinta imerso, como no caso do Instituto, das cidades citadas no livro, as práticas dos seres fantásticos e tudo mais. Até agora não se tornou um favorito, mas estou bem ansioso pela continuação.
Durante todo o desenrolar da série eu quis conhecer mais sobre a história de Yesubai e de Lokesh, como eles passaram a ter tanta importância e significado para a história. No caso de Yesubai, sendo citada diversas vezes e, no caso de Lokesh... sendo Lokesh. Gostei de ver a personalidade forte da menina e de conhecer tudo pelo que ela passou, tendo características interessantes a respeito da fantasia que envolve a série. Diferente da protagonista da saga do tigre, Kelsey, Yesubai era forte, decidida e sabia bem o que queria, apesar do destino não ter sido muito agradável com a jovem. Para quem leu a saga do tigre até o fim, é um conto muito legal para ser lido de uma vez só.
Muito legal encontrar obras de autores nacionais que tratem de temas sensíveis de maneira descomplicada, simples para o leitor. Geralmente temas como homossexualidade e DST's são tabus no meio social que devem ser tratados de maneira direta, como Felipe Barenco faz no livro. Téo enfrenta os desafios que a vida lhe impõe de maneira interessante, do jeito que dá pra ir levando, e nada é fácil visto que pessoas se aproveitam dele e o menino sofre bastante ao longo da história. Apesar disso, o livro não é sobre tristeza, pelo contrário - a narrativa é fluida e tem um astral legal. É um livro refrescante que não infantiliza ou dramatiza os assuntos que aborda. Leitura recomendada!
Ainda não conhecia nada do autor, embora já tivesse ouvido falar em seu nome, mas foi segundo a sugestão do vendedor de uma livraria da cidade que resolvi trazer para casa Doze anos de solidão, que foi uma introdução digna à literatura de Gabriel García Marquez, ganhador do prêmio Nobel de literatura.
Dividido em doze contos, como bem antecipa o título, a obra começa com “Boa viagem, senhor presidente”, conto que fala sobre os anseios e o estado de vivência de um presidente derrubado que encontra um pouco de sentido de amizade e compaixão em um até então desconhecido.
O livro começa de maneira cativante, com o conto nos transportando ao momento apresentado quase que instantaneamente, com descrições detalhadas sem prolixidade. Gabriel García Marquez escolhe as palavras sabiamente e as põe no papel de maneira a encantar o leitor a cada página.
“A santa”, segundo conto do livro, nos traz o dia-a-dia da batalha de um homem que busca a canonização da filha, que faleceu e foi encontrada intacta no caixão anos depois da sua morte. É, de maneira singela, um dos contos mais tocantes do livro.
Entre contos de amor, solidão, esperança e reflexão, encontramos espaço até para o sobrenatural em “‘Só vim telefonar'” e “Assombrações de agosto”. García Marquez liga os contos como se fizessem parte de uma só história. É possível perceber a marcação das suas palavras e o ritmo se torna fluido durante o livro inteiro.
“Maria dos Prazeres” nos apresenta a história de uma mulher que não vive no auge da sua inesperada profissão e sente que está prestes a morrer, então encomenda seu leito de morte. É uma personagem brasileira e humana, com uma vida um pouco mais palpável que outras, presentes no livro.
Talvez o conto mais previsível e lugar-comum, “Dezessete ingleses envenenados” não traz surpresa ao leitor e se perde em meio aos contos presentes na obra. Não segue uma linha contínua desde o início e um detalhe é pego para finalização do conto. No final, ainda me perguntei se o autor não poderia ter deixado passar esse, em específico.
Já “Tramontana” é completamente o oposto do conto anterior. Trata das lembranças do autor sobre a tramontana, que vem a ser explicada no decorrer das poucas páginas, e como tais lembranças têm ligação com um fato que está ocorrendo naquele momento na vida da personagem. Está entre os meus preferidos.
Quase no final notei que se trata de um livro de contrapontos e surpresas. “O verão feliz da senhora Forbes” pode ser caracterizado (por mim, claro) como perturbador. Terminada a leitura não soube se ria ou chorava ou o que pensar sobre a história descrita. É um ótimo conto.
“A luz é como a água”, por sua vez, é divertido e um dos contos mais curtos do livro e dá abertura a “O rastro do teu sangue na neve”, que finaliza a obra da maneira mais magistral que pude perceber em uma leitura durante esse ano, quiçá em muitos anos. É um conto sensível e profundo, que nos leva ao cenário frio de Paris para conhecer um pouco da comovente história de Billy e Nena.
Creio que, depois de Doze contos peregrinos, vou ter que ler a maior quantidade possível de obras de Gabriel García. Ele traz ao leitor em sua coletânea de contos um retrato da Europa que geralmente não conhecemos em best-sellers e filmes que chegam ao cinema. É um cenário misterioso e até aconchegante, com um toque de familiaridade que, por vezes, quase é possível se ver dentro de um ou outro conto.
http://epigrafiaalternativa.blogspot.com.br/2014/07/doze-contos-peregrinos-gabriel-garcia.html
O livro começa com a notícia de morte da supermodelo Lula Landry, a quem a crítica adora incontestavelmente. Agora a notícia corre pelo mundo inteiro como a de suicídio mas, três meses depois, Cormoran Strike deve provar que, na verdade, se tratou de um assassinato.
Narrado em terceira pessoa, O chamado do Cuco não deixa espaço para cansar a leitura desde a primeira página. O detetive é contratado logo no início por John Bristow, irmão adotivo de Lula, que foi adotada pela família, e o caso de desenrola com a ajuda da secretária Robin, contratada ao acaso temporariamente.
O noivo de Robin acredita que ela não esteja no lugar certo, que deveria estar em uma carreira mais sólida e tradicional, embora essa não seja a sua vontade desde o primeiro dia em que começou a prestar seus serviços como secretária do detetive Strike. Ela é inteligente, perspicaz, proativa e muito bonita - não tanto comparada a Charlotte, ex-mulher de Strike, por quem ele sofre durante boa parte do seu tempo.
Entre entrevistas com os suspeitos do crime e todos àqueles que têm alguma ligação com Lula, Strike conduz a investigação sempre de maneira muito inteligente, e a escrita do livro faz com que o leitor pense junto, como o detetive, confabulando e criando teorias sobre quem possa ter matado a modelo. Dessa maneira, a leitura se torna cativante e impossível de ser deixada de lado.
Me senti preso ao texto como em Harry Potter. É impossível tentar não comparar de alguma maneira as duas obras, que não têm nada em comum, a não ser J. K. Rowling, a autora, sob o pseudônimio de Robert Galbraith. A inteligência com que os fatos são desenrolados e a maneira com que os cenários e atitudes são descritas é bem feita ao ponto de se imergir na história, capacidade que a autora tem desde o seu primeiro grande sucesso.
O chamado do Cuco é um livro que eu esperava ler há muito tempo. Não é prolixo em nenhum momento e em todas as páginas temos informações importantes, seja sobre o pensamento e a vida de algum personagem ou sobre o crime cometido. É muito fácil ligar os elementos apresentados no começo da história quando eles retornam à tona vários capítulos depois.
Desde o primeiro é fácil fazer ligação entre os personagens e suas características físicas, fazendo com que o leitor se apegue a um ou outro até o fim. Também há aqueles sobre os quais duvidamos, e para com quem ficamos com a pulga atrás da orelha por um bom tempo.
Terminei a leitura em êxtase e me perguntando porque os livros que trazem como temática o meio policial não seguem o mesmo exemplo. A leitura é fácil, embora permeada de detalhes necessários, pensamentos complexos e atitudes suspeitas. Consegui imaginar claramente as cenas em uma tela de cinema, e ficaria muito feliz em ver como se desenrolaria essa história nas telonas.
Resenha do livro no blog Epigrafia Alternativa
Reconstruindo o clima da Primeira Guerra Mundial abordado em Leviatã, Beemote inclui os heróis no centro da batalha, em Istambul, onde ficam presos tendo que se aliar a novos conhecidos para terminar a batalha.
Desde o primeiro livro estou fascinado com a história da trilogia (acho que é trilogia), principalmente porque o livro nos presenteia com ilustrações muito bem elaboradas e detalhistas do cenário e das atitudes dos personagens, fazendo com que o leitor se envolva cada vez mais com os acontecimentos.
Alek fugiu do Leviatã graças à cobertura dada pelo conde Volger, e agora está em Istambul sob os olhos ávidos por notícias de Eddie Malone, um jornalista chato pra caramba que quer a todo custo publicar qualquer coisa interessante sobre a guerra. E nada mais interessante do que a história de um príncipe fugitivo.
Em Beemote nós temos uma visão mais clara do mundo dos mekanistas, ao contrário do que acontece em Leviatã, quando se passa a história quase inteira dentro do animal, conhecendo o funcionamento e o ecossistema dele. Aqui, é quase possível sentir o cheiro do combustível e ouvir o ranger do metal contra metal nas batalhas, que são sempre repletas de mákinas bem detalhadas.
Parece que Alek cresceu consideravelmente do livro passado para esse. Se bem que em Leviatã ele estava como prisioneiro e não podia tomar muitas decisões importantes. Aqui em Beemote, o jovem rapaz está à frente de um grupo que luta pela sua liberdade, bem como para acabar com a guerra. Com essa posição, ele mostra um pouco de autoridade e faz algumas decisões que vão definir o seu futuro e o de Deryn na disputa.
A garota ainda tenta esconder o seu segredo e se mete em algumas situações bem constrangedoras desta vez; além de tudo, seu segredo já não é tão secreto assim, uma vez que cada vez mais personagens descobrem o que ela esconde desde que se tornou uma aeronauta como Dylan Sharp.
Embora o nome tenha caído muito bem para o livro e a capa tenha ficado bem bonita com ele estampado em alto relevo, Beemote foi o termo que eu quase menos li. Por ser o nome do livro, esperava que tivesse uma maior presença no livro. É perceptível que estamos falando de uma arma muito importante, mas que apareceu tardiamente e teve sua glória ofuscada por muitos outros elementos.
O livro é fantástico. Talvez eu tenha me apegado mais do que pensei ao steampunk, já que tinha um certo preconceito, assim como às personagens da história. A continuação se mostrou muito interessante e deu gosto para Golias, próximo livro. E, ainda em tempo, me afeiçoei mais aos mekanistas que aos darwinistas.
P.S.: Bovril e Lilit se mostraram personagens muito interessantes neste livro; da mesma maneira, a Dra. Barlow se mostra cada vez mais articulada na trama.
Link para resenha no blog Epigrafia Alternativa
Se há um livro melhor que Encarcerados até agora, neste ano, esse livro é a sua continuação. Solitária já começa engrenado. Parece que o autor deu corda e só vai parar quando não houver mais como prender o fôlego.
Solitária começa exatamente de onde Encarcerados parou. Alex, Gary e Zê conseguem escapar da área dos alojamentos pelo túnel de escavação número 2, mas não encontram exatamente ar fresco e o calor do sol. Não que alguém esperasse que eles realmente conseguiriam fugir. No fundo, a gente já sabe que vai dar tudo errado porque o livro foi escrito com a intenção de dar tudo errado até o último suspiro.
Alex sabe que está em um lugar ainda pior, mas não imaginaria o que acontece ali embaixo. Agora o menino vai tentar fugir de todas as maneiras possíveis devido à situação em que se encontra. Não pensei que fosse possível melhorar a história que começou em um ritmo frenético, mas Solitária prende a sua atenção do início ao fim.
Agora os garotos estão perto da área da enfermaria, onde acontecem as transformações dos ternos-pretos, que eles conseguem presenciar; a presença da sala do diretor, os Ofegantes em cima deles, ratos mutantes, experimentos, um necrotério...
Alexander Gordon Smith tem uma escrita que instiga e faz com que o leitor se envolva, sinta o que os personagens sentem e sintam a pressão junto com eles, torcendo pelo sucesso de cada ato desenfreado em busca de liberdade. A série parece só melhorar a cada livro. Recomendo muito.
Comecei a ler o livro sem expectativas de uma grande história, pensando que fosse algo “mais ou mesmo” do tipo “De volta para o futuro”, alguma coisa assim, só que no passado. Como visões de sua vida ou algo assim. Pelo contrário, Ken Grimwood constrói uma trama cheia de personagens - principais e coadjuvantes - que se destacam cada um por sua personalidade própria, o que dá mais vida ao livro. Dessa maneira, é fácil se envolver com os personagens e entender o que se passa na mente de cada um.
Cada vida revivida por Jeff tem um contexto diferente ou vai tomando um rumo diferente à medida que ele percebe as consequências das suas escolhas de acordo com a vida anterior. Entretanto, ele nunca pensa com dedicação naquilo que está acontecendo com ele, até que encontra Pamela e, a partir daí, a vida dos dois passa a estar ligada pelo mesmo acontecimento.
Em determinado momento, o autor dá a imaginar que a história levará por um rumo, o que na outra página já se mostra ao completamente nada a ver, o que seria uma aberração no meio do livro, na verdade. A história estava muito boa para ser algo do tipo. Essa nova personagem neste momento serviu apenas para isso: deixar essa história sumir assim como apareceu - do nada, só para encher algumas páginas. Mas foi bom, para dar uma breve mudada na direção do pensamento do leitor.
O livro termina como deveria terminar, nesse caso. Depois de tantas vidas vividas, tantas escolhas, acertos e erros, nada mais esperado do que o final como foi e não uma explicação sobrenatural para o enredo.
Infelizmente não haverá uma continuação do mesmo autor para a história.
A culpa é das estrelas conta a história de Hazel Grace que, aos 13 anos, descobriu o câncer e sobrevive/convive com ele desde então. Morando com as mães e os pais, Hazel tem 17 anos (acho que é isso mesmo) e faz parte de um grupo de apoio no Coração de Jesus, “literalmente”.
É lá que ela conhece Augustus Waters, que teve câncer e devido à doença teve que amputar a perna, mas nem por isso deixou a irreverência de lado e discursa sobre suas expectativas para o futuro. O encontro entre os dois desperta alguma coisa dentro de cada um e a partir daí eles saem e trocam mensagens, viram confidentes.
“Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico que qualquer pôr do sol à beira da praia.” (The New York Times)
Os dois sabem o risco que correm estando nessa relação, afinal nenhum quer perder o outro, mas têm certeza que devem lidar com a perda em breve, assim como os seus familiares. Eles vivem muitas coisas juntos, tendo a coparticipação de Isaac, amigo de Augustus, e que está prestes a perder a visão.
John Green escreve de maneira simples e tocante a história deles e, embora seja um livro muito bonito, não me faz ter vontade de ler até a sua lista de compras (trocadilho do livro). A essa altura do campeonato, muitos já devem saber que o livro tem um final triste, e é realmente o que acontece. De uma maneira realista, ele descreve a perda e como lidar com a ausência de alguém amado.
Recomendo a leitura para quem curtir romances, encher os olhos de lágrimas e derramá-las copiosamente a partir de mais ou menos metade do livro.
Resenha no blog Epigrafia Alternativa
Westerfeld merece todos os louros por ter criado essa história (se inspirando em alguns fatos históricos reais). Para quem leu a série “Feios” e leu “Leviatã”, pode perceber certa semelhança na maneira simples de escrever mas, diferente da distopia, o steampunk de Leviatã é cheio de detalhes enriquecedores, além de um tema fantasioso que te prende até a última página.
Ainda não tinha lido nada do gênero e, como primeira leitura, gostei muito do estilo. Sem romances que possam “atrapalhar” a história durante o desenrolar dos fatos, Leviatã é ação do começo ao final. Literalmente, do primeiro capítulo ao último. Achei estranho que não houvesse um romance no meio, e esperava que fosse acontecer em algum momento. Se vai acontecer ou não, só lendo para saber.
Alek e Deryn não são as personagens que imaginei, principalmente porque há ilustrações no livro, que nos dão uma ideia da aparência dos personagens, e isso não é um ponto positivo na minha opinião. O interessante é imaginar os personagens e criar sua própria expectativa. Em contrapartida, as ilustrações mostram com muita qualidade em detalhes os elementos da narrativa, como o Leviatã em si, os andadores e os seres do passado/futuro da história.
Pensei que ia dar um tempo nas séries, mas estou querendo ler “Beemote” o mais rápido possível. Muito bom. Recomendo.
Depois de ter lido A menina que roubava livros em meados de 2009, fiquei de olho nos outros livros de Markus Suzak para saber como o autor se sairia em outra história que não uma das que mais me chamou a atenção até hoje.
A garota que eu quero foi um achado que pude ler em e-pub e gostei. É o terceiro livro de uma sequência que não perde a essência se lida fora de ordem, como eu fiz, lendo primeiro esse. Conta a história voltada a Cam, um dos quatro irmãos Wolfe, dos quais três (os três homens) são retratados nos livros.
Cam é um rapaz solitário que vive sem amigos, a maior parte do tempo em seu quarto, quando não está na rua, em frente à casa da garota da qual gostava, esperando algo que não acontecerá novamente. Ele é o oposto de Rube, seu irmão mais novo, bonito, sempre metido em confusão e popular entre as garotas, as quais trata como se fossem descartáveis. Cam não aprova esse comportamento, mas aceita seu irmão como é não faz muitos comentários sobre o que pensa.
Um dia Rube conhece Octavia e Cam começa a perceber que ela é diferente das garotas superficiais com as quais o irmão sempre manteve contato. Depois de alguns dias Rube termina o relacionamento e inesperadamente Cam e Octavia começam um namoro sensível, bonito e despretensioso.
O livro é bem pequeno e a leitura é fluida. Trata de maneira delicada o fato do garoto meio que procurar um sentido para a vida, com quem se relacionar e o que esperar das pessoas à sua volta. É até possível que você conheça alguém que se pareça com as personagens. Para quem leu os outros pode ter visto mais significado na leitura, mas creio que eu não estava muito no clima e classifiquei o livro como mediano.
Resenha no blog Epigrafia Alternativa
Uma história muito bem construída com um desfecho inesperado, pelo menos ao meu ver. Quando se trata de romances policiais que envolvem suspense, nunca me empolgo desde o começo. Geralmente levo algumas semanas para terminar de ler esse gênero de livro porque não me envolvo facilmente com os personagens. Já aconteceu outras vezes e com esse não foi diferente.
Quando passei da metade parei por alguns dias e depois resolvi voltar a ler como um estalo. A leitura começou a fluir de maneira muito fácil, uma vez que o livro tem uma narrativa detalhista que torna a história real e te faz sentir (mais ou menos) o que está se passando na mente das personagens. A leitura se torna cativamente a partir do momento em que os fatos vão se revelando.
Enquanto isso não aconteceu, senti que estava dando voltas, indo e voltando nas páginas e lendo praticamente a mesma coisa a cada capítulo. No final pude perceber que todas as informações foram necessárias para ligar os acontecimentos.
Saber que esse é o sétimo livro de uma série que não foi lançada desde o começo no Brasil me deixa muito decepcionado, sinceramente. Agora que terminei, quero ler os outros e saber como começou/como termina essa sequência de 10! Estamos no aguardo.
Para quem ainda não conhece, Hyperbole and a half é um blog - muito engraçado - muito famoso nos Estados Unidos onde a autora conta histórias sempre de maneira muito divertida, com ilustrações mais engraçadas do que as próprias histórias, muitas vezes.
Para fazer jus ao blog, nada melhor do que um livro à altura. Lançado em português pela Editora Planeta, Hyperbole and a Half - Situações lamentáveis, caos e outras coisas que me aconteceram é um livro para ler e reler quantas vezes forem necessárias e um pouco mais, afinal, rir nunca é demais.
No livro, Allie Brosh conta um pouco da sua história de vida desde que era pequena, passando por várias fases e permeando casos cada vez mais hilários entre uma época e outra. Entre as histórias é possível até refletir um pouco sobre quando nós mesmos nos encontramos em diversas das situações. eu me identifiquei com muitas delas, inclusive. E achei ainda mais engraçado por isso.
Cada capítulo é uma história e elas são divididas por cores, como se fossem contos. Allie consegue prender a atenção do leitor desde a primeira página, com uma introdução de quando ela tinha seus cinco anos. O conteúdo dos capítulos foi escrito em alternância entre prosa, com a história em si e quadrinhos, retratando as partes mais engraçadas daquele trecho; um resumão cômico de tudo o que foi dito.
Tive a impressão que conforme o livro ia chegando ao fim, as histórias não eram mais tão cômicas como no começo. Não porque perca a graça de tantas piadas e coisas engraçadas, mas porque são menos divertidas, mesmo. Talvez as crianças em geral sejam mais desastradas, o que as deixa mais propícias a receberem risadas do leitor. Vai ver é isso.
Apesar desse contraponto, o livro não perde a sua essência e se mantém constante do início ao fim. Assim, tenho aqui o primeiro livro de comédia do ano, e vou esperar algum outro bater esse posto. Recomendo muito!
Resenha no blog Epigrafia Alterntiva
O mundo agora é dividido em categorias e Tally faz parte dos Feios, assim como todos até completarem 16 anos, quando se submetem a uma operação que os transformará em Perfeitos, sonho de quase todos os adolescentes.
Feios é um livro simples em quase todos os sentidos, da escrita aos personagens. Isso faz com que seja fácil assimilar o conteúdo, que permeia a comédia, o suspense a aventura, nas viagens de Tally e nas batalhas contra os Especiais, categoria superior que persegue a garota durante boa parte do livro e além.
Durante todo o tempo Tally tem que tomar decisões que vão levar os acontecimentos para um lado – que sempre é o pior lado para a protagonista, é claro. Dessa maneira, o leitor tem a vontade de querer avançar na história para saber como cada capítulo vai terminar. Falando em final, o desse livro é muito bom e tem um gostinho de quero mais para a continuação.
Creio que o livro seja voltado ao público infanto-juvenil, mas faz bem o trabalho de entreter os leitores das mais variadas idades, com a dose certa de aventura, amizade e romance. A leitura vale a pena, recomendo.
Resenha no blog Epigrafia Alternativa
Essa história mostra porque Agatha Christie recebe tantos elogios por gerações. O livro tem um ritmo incrível, que instiga a curiosidade para saber o que d*abos está acontecendo e ainda te faz de besta em vários momentos. É boa a sensação de ser enganado por uma história bem construída. Fiquei muito empolgado com o poema dos soldadinhos e o desenrolar dos crimes. Tinha lido outros da autora, mas não curti muito. Depois desse, quero conhecer mais obras.